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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A importância das políticas públicas para o ecossistema empreendedor

Falar em empreendedorismo e investimento anjo é falar em inovação e geração de oportunidades. O ecossistema é conhecido, principalmente, por ser o celeiro das maiores empresas mundiais da atualidade, e é inegável o impacto que as startups trazem para os países em que estão inseridas.

Hoje no Brasil o desemprego já atinge 11 milhões de pessoas, segundo o IBGE, e essa é uma das maiores preocupações da população que se vê em meio a uma crise econômica. Agora a pergunta: você já imaginou o quanto o investimento anjo pode ajudar nesse momento?

Independente da sua resposta, o fato é que o investimento anjo está na base do crescimento de uma startup e o efeito dominó que ele gera é bastante positivo. Entenda: contribuindo para o desenvolvimento de uma empresa desse tipo contribui-se automaticamente para a criação de novas vagas de emprego, para movimentação da economia do país e também para o fomento da tecnologia.

Além disso, startups são empresas cujo crescimento é rápido e têm grande impacto. Estatisticamente falando, no Brasil as “scale-ups” representam apenas 1% das empresas ativas e mesmo assim são responsáveis por criar 42% dos novos empregos no país, um número impressionante!

Pensando assim parece ser fácil a resposta para a dura questão do desemprego brasileiro: incentivar os investidores anjo e startups e assim criar mais empregos o mais rápido possível. Na prática é bem diferente. Crescer em um país com amarras burocráticas não é fácil, muito menos ágil.

E isso afeta tanto as startups quanto os investidores anjo que em alguns casos se sentem juridicamente desprotegidos já que não existe no Brasil a regulamentação da figura do investidor anjo, cujo papel é de suma importância no ecossistema.

E o que fazer para mudar isto? Nós, da Anjos do Brasil, apoiamos o movimento +Empreendedores +Empregos, criado pela Endeavor, cujo o objetivo é estabelecer diálogos e firmar compromissos com candidatos à prefeitura de São Paulo, Curitiba, Fortaleza, Recife, Florianópolis e Porto Alegre para a criação de cidades mais empreendedoras e menos burocrática com o apoio dos futuros prefeitos. É preciso admitir a importância das políticas públicas para o ecossistema e unir forças!





quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Você acredita que a sopa de letrinhas do seu mercado é complexa?

* Por Marcos Mylius 

Então deveria conhecer o buzzwords do ecossistema de Investidores Anjo, que navegam entre startups, aceleradoras e venture capitals. Confesso que levei um tempo para absorver o novo vocabulário. 

O primeiro aprendizado é entender porque você será chamado de investidor anjo sem ao menos ganhar um lugar no céu. A palavra Anjo é utilizada por não levar em conta somente o fator financeiro do investimento. O investidor geralmente entra também com seus conhecimentos e networking. Você está num momento de maturidade da sua carreira e já passou por experiências de empreendedorismo e gestão, pode usar seu dinheiro para investimento em startup.

Seu dinheiro será chamado de Smart Money. Aprendeu mais uma?



Todo o investidor deveria investir primeiro o seu tempo, antes do Smart Money, lendo as dicas do Cassio Spina no livro Investidor Anjo – como conseguir investidores para seu negócio. O conteúdo passa uma boa base para que você não fique perdido nas primeiras reuniões que irá participar em aceleradoras e eventos com startups.

O buzzword foi totalmente importado e aqui vai uma dica para entender o racional que é utilizado para falar sobre o investimento na startup conforme uma linha de tempo.

Você irá ouvir falar muito em Seed, VC (Venture Capital) e PE (Private Equity). Como investidor Anjo entramos no geralmente no Early Stage. Nada impede que você entre na fase de crescimento, mas isso já não será tão vantajoso.  


Como investidor e Mentor em três aceleradoras, recomendo que você conheça o trabalho destas empresas, se aproxime e escolha startups que estejam de alguma forma conectadas com o seu ecossistema. Você poderá passar mais conhecimento e alavancar de forma mais rápida os seus investidos.


Nem falei do Pitch, Serie A, Serie C, First Round, Second Round…Boa leitura!

*O conteúdo deste texto, incluindo comentários, informações, opiniões e pontos de vista é de total responsabilidade do colaborador(a) que o assina. O colaborador(a) o faz voluntariamente, sendo o único responsável pelos conteúdo expressos em suas contribuições. Textos de colaboradores(as) não refletem necessariamente o ponto de vista e/ou opiniões do Anjos do Brasil.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

A importância de formar investidores anjo líderes

Executivos de grandes empresas têm se tornado investidores anjo, e isso é uma tendência tanto no Brasil quanto no mundo. A última pesquisa que fizemos sobre os investidores anjo brasileiros revelou que 42% do total de investidores são empresários e 31% executivos. O ponto nevrálgico dessa questão são as diferenças entre a cultura do ecossistema empreendedor e das grandes corporações.

Por ser o investimento anjo um investimento de risco com características bastante específicas, investidores de primeira viagem ficam reticentes nas primeiras investidas, preferem conhecer os outros investidores, assistir alguns pitches e participar de eventos antes de fazer o primeiro aporte. Isto é bom, mas não pode engessar o investidor na tomada de decisão.

Pensando nisso, é preciso ressaltar a importância da formação de investidores anjo líderes que, muitas vezes, são as pessoas que servem de norte tanto para quem chega quanto para quem já está inserido ecossistema. Mas qual a diferença principal entre o investidor anjo e o investidor anjo líder? As responsabilidades na condução do processo.



O investidor líder toma para si o trabalho de coordenação do investimento e mediação entre outros investidores e o empreendedor e pode acompanhar a startup por mais tempo. O líder, em geral, é um dos investidores que mais se interessa pelo negócio logo depois do pitch, e entende, que além de conduzir o processo de investimento, pode agregar valor no crescimento do negócio com conselhos relevantes e mentoria.

De fato, formar investidores líderes é extremamente positivo para o ecossistema empreendedor. Se colocarmos na balança, para os empreendedores ter um líder abre muitas portas – sem mencionar todo o resto que ele agrega, e pode reduzir a dificuldade de encontrar outros investidores que não querem investir grandes valores em algum projeto.

Do outro lado, para os investidores anjo menos experientes e/ou disponíveis, quando um round tem um líder isso pode significar uma necessidade menor de se envolver e diminuir riscos dos outros investidores, fora uma grande oportunidade de aprendizado sobre os processos de negociação.

E é preciso ressaltar também o que esse tipo de relação agrega para o investidor líder. O trabalho é intenso, mas permite que ele conheça melhor o projeto e aprenda detalhes do mercado com o empreendedor e também que aumente seu círculo de coinvestidores. Além disto, o líder pode ter uma participação diferenciada ou uma taxa de performance (carry) como retorno de seu trabalho.

Todos os investidores, líderes e seguidores, são responsáveis pela decisão de investimento, mas ter um bom líder faz toda a diferença!

terça-feira, 30 de agosto de 2016

Ter uma investidora anjo pode ser determinante para o sucesso da sua startup

Nos últimos dois anos o número de investidoras anjo no Brasil dobrou! Ótima notícia, mas ainda há muito por fazer, pois ainda são poucas mulheres investindo. Do total de investidores anjo no país, apenas 4% eram mulheres em 2014, e essa porcentagem subiu para 9% em 2016, uma mudança significativa e positiva para o ecossistema empreendedor.

Posto isto, você deve estar se perguntando: afinal qual diferença existe entre um investidor homem e uma investidora mulher? Uma recente pesquisa divulgada pelo Harvard Business Review revelou que quando uma empreendedora recebe apenas o financiamento de VC’s homens, a empresa tem as chances drasticamente reduzidas de ter uma saída bem sucedida.

Do mesmo modo, outro insight revelado foi que para VC’s é importante reconhecer que investidoras mulheres otimizam as chances de startups lideradas por empreendedoras obterem sucesso.

De acordo com os dados da pesquisa, existe uma diferença de 25 pontos percentuais nas saídas de startups lideradas por homens e empresas lideradas por mulheres. Entretanto, quando as startups são financiadas por VC’s com investidoras mulheres, essa diferença desaparece.

Por que isso acontece?
As justificativas, segundo Sahil Raina, se dão por conta da habilidade de avaliar e aconselhar startups dos investidores. De acordo com ele, VCs que contam com a participação feminina são mais aptos a avaliar e selecionar – que é o mais importante nesse momento, e/ou aconselhar startups fundadas por mulheres, principalmente nos rounds de financiamento iniciais.

Além disso, a pesquisa conclui que a compatibilidade do gênero feminino quando se trata de investidor e empreendedor é responsável pela melhora nos resultados, e ainda sim a participação das mulheres em startups financiadas por VCs ainda é muito pequena.

O pesquisador entende que ainda há muito a ser feito para entender esse problema e que, um passo crucial para alcançar o objetivo de ter mais startups de sucesso lideradas por mulheres, talvez não seja suficiente apenas encorajar mulheres a empreender, mas incentivar mais mulheres a se tornarem investidoras.

No Brasil, como foi citado anteriormente, essa situação não é muito diferente. O ecossistema empreendedor ainda é majoritariamente masculino, mas nós acreditamos que a diversidade só tem a contribuir e fortalecer. 

Conheça algumas iniciativas brasileiras que fomentam a inserção da mulher no ecossistema empreendedor:

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Term Sheet - Como essa ferramenta pode auxiliar a sua negociação?

Dando continuidade a nossa série especial do Guia de Investimento Anjoa&Documentos Legais, o texto de hoje aborda uma das ferramentas de referência do Guia: o term sheet. E quem explica melhor as funções desse documento e seu uso é o Pedro Ferreira da Derraik & Menezes Advogados, nosso parceiro no desenvolvimento do Guia.

Term Sheet
O term sheet (ou memorando de entendimentos) é um documento, em geral não vinculante (ou seja, as partes podem não fechar o negócio ou até mesmo renegociar os termos), que costuma ser assinado pelas partes no momento inicial das negociações. Este documento traz as premissas básicas do investimento e servirá como um ponto de partida para a elaboração dos documentos definitivos da negociação.
É importante que as partes estejam cientes das expectativas que cada um tem em relação ao negócio. É aí que entra o term sheet. Ele formaliza – de forma não vinculante – certos direitos e condições mínimas para ambas as partes, pontos que sejam vitais tanto para o investidor quanto para o empreendedor. Assim, evita-se que as partes possam eventualmente investir muito tempo em um processo de investimento para descobrir lá na frente que algumas premissas não estão alinhadas.
As principais cláusulas de um term sheet costumam ser: (i) Tipo de investimento a ser feito (se por dívida ou participação direta); (ii) condições precedentes; (iii) estrutura do negócio; (iv) direitos do investidor, como, preferência na liquidação, lock-up, direito de preferência, governança na investida, entre outros; (v) confidencialidade; e (vi) exclusividade.

O modelo de term sheet apresentado foi elaborado com base em nossa experiência e reflete aquilo que costumamos ver com maior frequência na prática, sendo um guia para as partes se familiarizarem com os termos e tipo do documento, auxiliando-as no momento de negociação deste contrato. Sempre consulte um advogado para ajudar na adequação do documento à realidade do seu caso.
 Derraik & Menezes Advogados
O conteúdo deste texto, incluindo comentários, informações, opiniões e pontos de vista é de total responsabilidade do colaborador(a) que o assina. O colaborador(a) o faz voluntariamente, sendo o único responsável pelos conteúdo expressos em suas contribuições. Textos de colaboradores(as) não refletem necessariamente o ponto de vista e/ou opiniões do Anjos do Brasil

Baixe  o Guia gratuitamente aqui!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Introdução ao Guia de Investimento Anjo

Começamos hoje uma série especial de posts no nosso blog que ao longo das próximas semanas vai apresentar o Guia de Investimento Anjo & Documentos Legais. Nosso objetivo é esclarecer suas funções e usos, além de abordar as ferramentas de referência presentes no Guia. 

O primeiro texto é de Carolina Strobel, managing consul da Intel Capital para América Latina, e traz as principais motivações desse grupo responsável por desenvolver o instrumento e também a importância desse Guia para investidores e empreendedores brasileiros.  Boa leitura!

O guia é um documento que pretende desmistificar o investimento anjo no Brasil, facilitando a interação entre o  empreendedor e o investidor, esclarecendo e discutindo conceitos básicos da indústria, como: terminologia, documentação e estruturação, além de  oferecer conselhos práticos sobre a escolha do investidor e  a manutenção de um relacionamento  saudável entre as partes.

Este "manual" também ajuda a redimir dúvidas conceituais e de mercado, além de nivelar o conhecimento entre as partes. Dentro do guia, links direcionam o leitor para modelos  de documentos essenciais, a fim de que o  conceito seja também observado na prática. Sugestões de: lista de análise jurídica - "due diligence", memorando de investimentos - "term sheet", contrato de empréstimo conversível, nota promissória e acordo de acionistas, foram cuidadosamente desenhados para educar o leitor e ilustrar algumas das possibilidades e práticas jurídicas do setor. 

Cada investidor, bem como cada empreendedor tem o seu próprio  estilo e  apetite para risco, assim, não existe um investimento igual ao outro. Cada operação é única e exige uma análise cuidadosa por um profissional experiente.  Por este motivo, não se tem a pretensão de estabelecer modelos rígidos. O guia e os documentos, neste caso, servem como base para negociações, esclarecimentos, discussões comerciais e até mesmo acadêmicas, dada a falta de material referente ao tema.


O  investimento anjo gera  inúmeros impactos  positivos para a sociedade, criando oportunidades de trabalho e renda, cobrindo uma lacuna importante de fonte de investimento em um momento em que a empresa ainda não consegue alcançar fontes mais "tradicionais" de recursos. Este indispensável fomento à inovação, entretanto precisa ser adequadamente formalizado. Foi com base neste pensamento que o guia, e cada um dos documentos modelo, foi  criado. Na intenção de desburocratizar e simplificar, contribuir para que o processo de investimento seja mais eficiente e rápido. Um guia simples e prático tanto para o empreendedor como para o investidor anjo.

Carolina Strobel, Managing Counsel da Intel Capital para América Latina

O conteúdo deste texto, incluindo comentários, informações, opiniões e pontos de vista é de total responsabilidade do colaborador(a) que o assina. O colaborador(a) o faz voluntariamente, sendo o único responsável pelos conteúdo expressos em suas contribuições. Textos de colaboradores(as) não refletem necessariamente o ponto de vista e/ou opiniões do Anjos do Brasil

Baixe  o Guia gratuitamente através do link: http://anjosdobrasil.net/guia

quinta-feira, 7 de julho de 2016

Investimento Anjo no Brasil tem potencial de R$1.7 bilhão


 Pesquisa da Anjos do Brasil traz o perfil de investidores anjo brasileiros.

O quarto Congresso de Investimento Anjo, promovido pela da Anjos do Brasil, divulgou os resultados atualizados de uma pesquisa sobre o perfil dos investidores anjo no país e perspectivas para o cenário 2016/2017. Os resultados desta pesquisa são fundamentais para demonstrar a evolução do investimento anjo nos últimos anos, em comparação com a pesquisa anterior realizada em 2014, demonstrando o amadurecimento do mercado, e ao mesmo tempo o impacto da crise econômica nas perspectivas.

Os principais resultados da pesquisa são:

Sexo: A predominância masculina ainda é quase absoluta, representada por 91% do sexo masculino, tendo apenas 9% do sexo feminino. Em comparação com a pesquisa realizada em 2014 quando apenas 5% eram representados por mulheres, a participação feminina quase dobrou em dois anos.

Idade: A idade média dos investidores anjo no País é de 47 anos, sendo a maioria (42%), abaixo dos 45 anos. Os investidores entre 45 a 54 anos somam 38% do total; e os anjos com idade acima de 55 anos somam 20%.

Atividade principal: A principal atividade dos investidores anjos é a de empresários (42% do total), seguida por: executivos (31%), profissionais liberais (7%), investidores e gestores de investimentos (19%);

Tempo de atuação como Investidor Anjo: Os investidores anjo atuam nesta atividade em média há 1,4 anos; 39% atuam há menos de 1 ano; 25% entre 1 e 2 anos; 17% entre 2 e 3 anos; 12% entre 3 e 5 anos; 7% investem há 5 anos ou mais.

Número de investimentos efetuados: 43% dos investidores anjos investiram em mais de um projeto. Apenas 21% investiram em apenas um projeto até a data. A média de investimentos já efetuados ficou em 2,7 projetos;

Montante investido: cada investidor anjo aplicou uma média de R$ 208.426 mil em projetos de startups inovadoras;

Interesses: A pesquisa também levantou os setores de interesse dos investidores. Cerca de 52% dos entrevistados responderam ter interesse na área de TI; 36% em aplicativos para smartphones; 43% em saúde/biotecnologia; 41% em educação; 36% em e-commerce; 37% em energia; 27% em entretenimento e indústria; e 23% em outros setores. Os investidores pesquisados puderam indicar mais de um setor de interesse.

Intenção de investimento nos próximos 2 anos: a quantidade média de investimentos pretendidos nos próximos dois anos é de 4 investimentos, quase o dobro do apurado (2,1 investimentos) na pesquisa em 2014. Sendo que 59% dos investidores pretendem investir entre 2 e 4 projetos; 11% em apenas 1; 21% acima de 5 e 9% em nenhum.

Potencial de investimento: Ao final de 2015, foram contabilizados 7.260 investidores anjos no país, com uma previsão de crescimento de 4% ao ano. Todos esses investidores somam uma intenção de investimentos, para o cenário 2016/2017, de R$234 mil, resultando num total de R$ 1,7 bilhões investidos em startups nesse mesmo período, uma queda significativa com relação a pesquisa de 2014, aonde o potencial indicado chegava a R$ 2,9 bilhões

Se a situação econômica do país influência na decisão de investir: Quando perguntados, 44% responderam que não; 48% responderam que em termos; e 8% disseram que sim.

Conclusões
A pesquisa revela um amadurecimento dos investidores, com um número maior de investidores experientes, tendo mais projetos já investidos e uma previsão superior de investimento.

Apesar de ainda termos perspectiva de crescimento no investimento anjo brasileiro, a crise econômica demonstra ter um impacto na desaceleração desta atividade. São necessários estímulos para que o investimento anjo atinja seu potencial de incentivo e capitalização para startups inovadoras.

Segundo Cassio Spina, fundador e presidente da Anjos do Brasil, “O investimento anjo é um elemento essencial para construção de negócios inovadores, conforme apontado em estudo pela OCDE, assim, sendo extremamente relevante para reversão da situação econômica do Brasil, sendo necessário que todos agentes de governo dediquem atenção para que mais investidores sejam estimulados a aplicar seu capital em startups”.


Para investidores anjos ativos, a participação em redes de investidores é muito importante, tanto pelo contato com outros investidores e com o ecossistema como para encontrar bons projetos para investir.


terça-feira, 21 de junho de 2016

Antes do investimento: quais cuidados o investidor anjo deve tomar?

Se você já é um investidor anjo ou pretende se tornar um deles, é preciso saber que antes de realizar um aporte em qualquer startup existem alguns cuidados e análises a serem feitos, afinal você estará investindo tempo e dinheiro.

Investidores querem otimizar seus investimentos, investindo em empreendedores éticos e resilientes, além de projetos consistentes e com bom potencial de crescimento. Por isso elencaremos agora alguns pontos que são extremamente recomendados e que podem ser determinantes para a sequência de um investimento anjo.

Assim que o investidor estiver decidido a investir, é importante fazer uma due dilligence, ou seja, uma análise da situação da empresa. Essa avaliação deve englobar questões tributárias, societárias, trabalhistas e de propriedade intelectual*, que certamente revelarão se o empreendedor e a empresa possuem uma base sólida e o perfil ideal para esse tipo de investimento.

O investidor anjo também pode pedir documentos que fornecem informações sobre dívidas do empreendedor, sejam elas vencidas ou a vencer. Esses documentos são simples, mas podem permitir uma visão abrangente sobre o estado da empresa. 

Por outro lado, o investidor anjo também deve ter um papel importante no fortalecimento da empresa. Atuando na construção de uma boa governança o investidor anjo pode, por exemplo, ajudar na composição de um conselho transparente. Tudo isso deve ser pensado para garantir segurança na hora de investir e, em longo prazo, para atrair uma nova rodada de investimentos.


*Para ler mais sobre detalhes das análises tributárias, societárias, trabalhistas e de propriedade intelectual baixe gratuitamente o Guia de Investimento Anjo e Documentos Legais disponível em http://anjosdobrasil.net/guia


quinta-feira, 19 de maio de 2016

Três perguntas para repensar o seu investimento anjo


Somos movidos por uma missão: fomentar o crescimento do investimento anjo no Brasil. O ecossistema de capital empreendedor é cativante e muito rico por ser um ambiente de troca de conhecimento e experiências, desenvolvimento de relações e crescimento pessoal e profissional, além do dinheiro.
Sabemos que Investir por si só é uma aposta, por isso reforçamos aqui: antes de tudo é preciso ter um plano em mente, ou uma “tese de investimento”, no jargão da área. Só assim é possível minimizar riscos e fazer do seu investimento um case de sucesso.
Pensando nisso, desafiamos você a pensar ou repensar a sua ideia de investimento. Ou então, quando a pergunta “será que isso vale a pena?” aparecer sugerimos que você volte a esse texto e reflita sobre os três seguintes pontos:

 Eu conheço o setor no qual quero investir?
Se a resposta for não: Não se desespere! Isso não quer dizer que você não deva investir, isso só quer dizer que você é mais ousado. Depositar esforços no desconhecido é mais indicado para quem já é um investidor. Se esse não for o seu caso, é interessante que você faça um networking com pessoas do setor para absorver ao máximo o que elas podem ensinar. Tenha como seu objetivo maior nesse momento obter uma visão menos superficial e mais crítica.

Se a resposta for sim: Ótimo! Isso é um ponto importante, principalmente para quem está no primeiro investimento. Ter algum conhecimento e/ou experiência no setor pode tornar os próximos passos mais fáceis e diminuir o risco de seguir caminhos errados no investimento.

 Eu me dou bem com o empreendedor?
Se a resposta for não: Sinal vermelho. Obviamente existem oportunidades imperdíveis, mas é preciso ter bem claro o que muita gente diz: “Investimento é como um casamento”, e ninguém se casa com alguém com quem não exista um alinhamento de ideias, de perfis e de expectativas. Com o investimento é igual, se não houver uma boa relação é provável que o desgaste seja tão grande que o investimento se torne algo negativo, quando na verdade deveria ser algo enriquecedor.

Se a resposta for sim: Ótimo! Isso é fundamental para o bom andamento da relação investidor x empreendedor. Mesmo assim, reflita para ter certeza de que não está investindo emocionalmente, seja ao se tornar o investidor de uma ideia que te agrada pessoalmente ou até mesmo investir na ideia do seu amigo de infância, por exemplo. Quando isso acontece, você pode estar arriscando em algo que não é promissor, e isso nunca será um bom negócio.

Eu tenho em mente o momento de saída do projeto?
Se a resposta for não: Tudo bem. Entendemos que é difícil começar alguma coisa pensando no seu final, mas quando se trata de investimento anjo isso é necessário. Por quê? A resposta é simples: Se você não conseguir vender a sua participação na empresa, isso significa que o investimento não rendeu o que deveria. Não esqueça que o investimento anjo é só uma etapa do crescimento de um negócio.

Se a resposta for sim: Você já conhece a lógica de um investimento anjo, por isso o seu desafio extra é quebrar a cabeça para imaginar uma alternativa B. Assim, você estará preparado caso a previsão de saída não ocorra como você imaginou.

            Descobriu se vai dar o próximo passo rumo ao investimento ou se vai mudar alguma coisa? De fato, acreditamos que essas perguntas podem esclarecer alguns pontos e esperamos que tenha ajudado. 

O que você achou? Comenta aqui embaixo e compartilha!


quinta-feira, 28 de abril de 2016

Números que Contam uma História

Por Welter Benício

Tenho analisado algumas start-ups que buscam capital de investidores anjo e, como de praxe, aguardo ansioso pela apresentação das projeções financeiras, que para mim devem contar a boa história em números. No entanto, tenho que reconhecer que em alguns casos, a construção das projeções deixa a desejar.

Me refiro às projeções que se num primeiro olhar parecem sólidas, não resistem à primeira pergunta mais aprofundada. Tratam-se de projeções desconectadas da realidade e que não resistem a um bom escrutínio. Embora isto não seja um privilégio do mundo das start-ups (já vi no mundo corporativo!), é dele que estamos falando no momento. E é sob a ótica do investidor que escrevo este texto.

Creiam-me, quem vai colocar seu suado dinheiro, muitas vezes a economia de uma longa carreira, num negócio de risco quer e merece ver números que façam sentido! E se alguém coloca dinheiro em algum negócio sem o necessário escrutínio, estará correndo riscos desnecessários e, provavelmente, vai poder agregar pouco ou nada além do próprio dinheiro na consolidação do empreendimento, quando o ideal seria que, além do capital, provesse orientação ao time gestor.

Voltando às projeções, não me refiro à forma, ao nível de detalhamento, à ferramenta usada ou ao uso da nomenclatura correta. Me refiro à consistência, que nasce de uma construção pensada, que cria a certeza de que se pensou nos detalhes e como eles são afetados por fatores internos e externos à medida que o tempo passa e o negócio cresce, de que se pensou nas premissas, de que se fez uma checagem do realismo destas premissas (reality check), de que se fez comparações com algum caso real e que, ao final, se fez a checagem do “jeitão da coisa” (smell check). É nesta checagem final que se observa que se os números estão bons demais, muito além da performance histórica da indústria, é porque provavelmente alguém (ou alguéns!) está se iludindo. Se está ruim demais, ou as reservas e contingências estão exageradas seguindo a linha do “é sempre melhor prometer menos e entregar mais”, ou se está sendo pessimista demais. Em ambos os casos, o negócio pode não decolar por falta de interessados, pois não se deve esquecer que o “segredo de vender o cavalo é falar bem dele”, sem exageros.

Dicas

Se as projeções foram feitas à mão, usando Excel ou coisa que o valha, pouco importa, desde que tenham sido pensadas, analisadas, criticadas, comparadas e suas premissas sejam realistas. É sempre recomendável que se construam cenários (pelo menos o pior, o base e o melhor cenário), mas eles também deverão estar assentados em premissas pensadas e factíveis.

Ao explicar suas projeções, sugiro que as premissas sejam destacadas. Pode-se até usar uma colinha para isso, porque é difícil mesmo se lembrar de tudo. Pode ser que alguma ou outra premissa seja questionada, mas é sempre melhor quando se discorda de uma premissa do que quando se percebe que a projeção, seja de resultado, caixa ou balanço, embora consistente, careça de realismo.

Como observação final, digo que para mim não existe a dicotomia entre as funções do CEO e CFO que muitos adotam ao apresentar um plano de negócios. Muitos futuros CEO’s passam a bola pro CFO quando se trata de apresentar números. Não acho uma boa estratégia. É assumido que o CFO esteja a par dos detalhes dos detalhes, mas a consistência, a familiaridade com os números principais (key figures) e suas premissas devem estar, também e principalmente, na cabeça do cabeça… Afinal de contas, se um CEO não consegue falar com propriedade sobre os números que contam a história do seu negócio, pode ser que não seja a pessoa certa para cuidar dele. 

O conteúdo deste texto, incluindo comentários, informações, opiniões e pontos de vista é de total responsabilidade do colaborador(a) que o assina. O colaborador(a) o faz voluntariamente, sendo o único responsável pelos conteúdo expressos em suas contribuições. Textos de colaboradores(as) não refletem necessariamente o ponto de vista e/ou opiniões do Anjos do Brasil.

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terça-feira, 26 de julho de 2011

Por que Negociações de Investimento Demoram Mais do Que Gostaríamos?

Esta é uma questão que, apesar de não ser formulada explicitamente, é latente principalmente entre empreendedores, que obviamente tem maior ansiedade em colocar seu negócio em prática. Poderia dar uma resposta rápida a esta pergunta, justificando de diversas formas, mas considero melhor entender por que é necessário que exista um tempo mínimo para que o investimento ocorra e que é benéfico para ambas as partes.

Vamos começar a resposta pelo lado do investidor, ao qual muitas vezes a lentidão é pré-concebidamente atribuída (e que não posso negar que ocorra, pois eu mesmo muitas vezes fico impaciente com a falta de resposta de meus colegas, talvez por ter vivido mais o lado empreendedor), mas que nem sempre é o principal responsável pela delonga. A primeira coisa que sempre lembro aos empreendedores, é que o investidor tem um sério problema de sobrecarga, pois, mesmo se dedicando integralmente a atividade (o que para investidores-anjo é uma exceção), considerando que para cada investimento efetivado é necessário olhar até 100 projetos, dá para concluir facilmente que o volume de atenção que o mesmo pode dedicar a cada negócio não é muito grande, sendo obrigado a intercalar sua dedicação para cada um. Para mim, isto não justifica que ele não dê retorno aos empreendedores quando demandado; acredito que toda vez que um empreendedor contatar um investidor, deve receber uma resposta, em especial se a mesma for negativa, deve ser a mais rápida possível. Por outro lado, o empreendedor deve compreender que muitas vezes o investidor não poderá reunir-se com o empreendedor no momento imediato que este deseje, devendo entender que deverá primeiro atender as solicitações do investidor, enviando preliminarmente uma apresentação e/ou respondendo as questões do mesmo. E quando receber um não, isto não significa que seu projeto seja ruim e/ou deva desistir, mas que simplesmente não está dentro do escopo daquele investidor, devendo continuar a procurar outros investidores até achar o que tenha sinergia com seu negócio (sobre este ponto, vide mais em meu artigo "Por que Receber um Não pode ser Melhor que Receber um Sim")

Do lado do empreendedor, pela minha experiência, também pode ser um grande empecilho para fechamento do investimento, por mais improvável que isto possa parecer. Apenas para relatar alguns casos, já participei de situações que na hora em que é colocada uma proposta para o empreendedor, este acaba ficando inseguro como se já não tivesse mais certeza do que quer fazer ou então os sócios começam já de cara a divergir sobre as decisões da empresa. Estes casos acontecem mas são o que normalmente atrasa o processo pelo lado do empreendedor é a falta de preparação para receber investimento, seja por que não tem informações básicas sobre o mercado que vai atender ou por que falta conhecimento sobre como funciona e quais as regras usuais para receber investimento.

Um aspecto positivo e importante do tempo necessário para efetivar o investimento é que este é uma oportunidade significativa de cada um conhecer melhor o outro. Em especial considerando que depois de o investimento feito, terão de conviver juntos por um bom tempo e, como num casamento, tanto nos bons quanto nos maus momentos. E, se por qualquer motivo sentir que não há uma ótima empatia desde o inicio, é melhor não continuar, pois isto certamente levará a um fracasso.

Do ponto de vista prático, pela minha experiência, uma negociação com um único investidor-anjo, desde o primeiro contato até assinatura dos contratos finais e efetivação do primeiro aporte, deve levar pelo menos 60 dias, já considerando algumas idas e vindas na revisão conjunta dos contratos. Observar que quanto maior for o grupo de investidores-anjo e/ou se ainda não tiverem feito investimentos conjuntamente entre si, mais tempo levará. Mas em hipótese alguma este processo deve demorar mais que 180 dias, sendo razoável demandar entre 90 a 120 dias. O importante é que durante todo processo existam feedbacks constantes de que está evoluindo, tanto para manter o empreendedor quanto o investidor motivados.

Concluindo, o empreendedor deve ter em mente que os investidores estão vendo muitos negócios simultaneamente, assim, não podem dar 100% da sua atenção para um único projeto e que quanto mais preparado estiver, em especial conhecendo melhor com funcionam investimentos, mais rápido irá ocorrer. Do lado do investidor, este deve lembrar que as melhores oportunidades serão cobiçadas por todos seus pares, assim, quem for mais rápido levará, pois o empreendedor não irá ficar esperando sua resposta indefinidamente.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Empreendedores x Investidores: que lado da mesa cada um deve ficar?

Na palestra que dei recentemente na FIESP a convite do CJE (Comitê de Jovens Empreendedores) uma entre as várias boas perguntas que recebi é sobre a relação entre empreendedores e investidores. O querelante me questionou como chegar a um acordo sobre valuation (i.e. valor do negócio) uma vez que "o empreendedor busca dar o mais próximo de 0% do negócio enquanto que o investidor quer chegar aos 100%"!
Gostei particularmente desta pergunta pois foi uma oportunidade de apresentar minha visão sobre como deve ser o relacionamento entre empreendedores e investidores, em especial no inicio do seu relacionamento. A analogia que faço é que se uma sociedade é como um casamento, as conversas preliminares são como o namoro e para dar certo nenhum dos namorados pode começar um relacionamento tentando obter vantagens em cima do outro. Assim entendo que numa negociação entre futuros sócios (pois é o que ambos vão se tornar), deve-se buscar os pontos em comum e estabelecer um relação de troca entre as partes, da mesma forma como no inicio de um namoro.
O que recomendo é que em vez de cada um se sentar em lados opostos da mesa, ambos devem sentar do mesmo lado e buscar se colocar na posição do outro de forma que consiga fazer uma oferta que seja interessante para sua contra-parte, caso contrário, não só a negociação estará fadada ao fracasso, como mesmo se por necessidade de alguma das partes (mais pelo lado do empreendedor), aceitar uma condição que seja desmotivante, certamente no futuro irá comprometer os resultados do negócio, o que será prejudicial para ambos.
Infelizmente em muitas negociações em que tive participação, isto não ocorreu; pelo menos uma das partes assume o papel de "negociador", seja tentando obter o máximo que puder para si ou o mais comum: achando que sua contra-parte, por mais boa vontade que demonstre, está tentando obter alguma "vantagem". Sempre lamento muito quando isto ocorre, pois é sinal que já não se estabeleceu um dos pré-requisitos fundamentais para uma sociedade de sucesso: a relação de confiança. Assim sempre recomendo que cada parte exponha claramente suas expectativas com relação a outra e do negócio que vão empreender juntos e, em se estabelecendo confiança mútua, se ainda assim houver alguma divergência, como por exemplo na perspectiva de resultados futuros, podem ser estabelecidos mecanismos de compensação futuros. Isto é, se o resultado futuro atingir o previsto por uma das partes, a sua proposta de participação é a que prevalecerá.
Também é importante observar que apesar da analogia de uma sociedade ser como um casamento, ambos tem diferenças significativas (além das obvias, como a que ninguém vai dormir no mesmo quarto ;-) e entre elas está sobre a duração da relação. Enquanto que num casamento as partes estabelecem um compromisso (teoricamente) por toda vida, numa sociedade, em especial na de investidores e empreendedores, este casamento tem a perspectiva de terminar em algum momento, mais especificamente, quando surgir oportunidade de o investidor poder ter o retorno de seu investimento ou caso o negócio não seja bem sucedido. Assim, é fundamental já se estabelecer de antemão as condições para dissolução desta sociedade, em especial no segundo caso, pois normalmente são nos momentos de stress, em que pequenas divergências podem se tornar grandes conflitos, que irão consumir muita energia desnecessariamente.

sábado, 2 de abril de 2011

Por que receber um não pode muitas vezes ser melhor que receber um sim

Em qualquer coisa que você faça na vida, receber um não sempre será inicialmente frustante e desmotivador. Ninguém gosta de receber um não e isto é desde os primórdios de nossa infância (quem tem filhos sabe muito bem disto ;-), mas todo mundo sabe que faz parte do processo de educação e isto não acaba quando você "vira adulto"; muito pelo contrário, continuará a receber nãos por toda a vida e isto é muito bom pois é a melhor forma de continuar a crescer (não fisicamente, graças a Deus ;-)))

Agora que já fiz a introdução "teórica" (e acho que todo mundo já está mais aberto a receber nãos ;-), vamos voltar ao inicio: receber nãos é frustante e desmotivador de ínicio e deve ser apenas de inicio, não deixando que tome conta, virando apenas raiva ou depressão. A solução é aprender com esta resposta negativa e nas relações entre investidores e empreendedores posso afirmar que é fundamental para ambos.

Para um empreendedor receber um não de um investidor não significa que seu negócio seja ruim; significa simplesmente que o investidor entendeu que para ele não atendeu as suas expectativas, pois ele pode estar procurando um negócio diferente para investir ou sinta que não poderá contribuir ou que ele não tenha entendido o negócio, enfim pode ser por inúmeras razões diferentes e aí começa o primeiro desafio para que este não se torne algo bom em vez de ruim. Se o empreendedor souber os motivos poderá aprender e agir dependendo dos mesmos. Mas dependendo da razão do não, pode ser difícil para o investidor ser totalmente transparente e aí o papel do empreendedor também é fundamental, demonstrando que esta aberto para receber críticas construtivas.

Enfim é um trabalho a quatro mãos: os investidores-anjo, na sua missão de apoiar novos empreendedores, devem, ao dizer não, esclarecer o porque e os empreendedores devem demonstrar que estão abertos a receber críticas construtivas. Na prática estar aberto a receber é não simplesmente querer contra-argumentar ou tentar justificar, mas sim ouvir, ouvir e ouvir, perguntar mais, mais e mais, até ter total certeza de que entendeu completamente a visão do investidor, nem que seja que o investidor esteja enganado (e isto já foi um importante aprendizado: este não era o investidor certo para seu negócio!)

E não pensem que isto vale apenas no sentido investidor-empreendedor; o inverso é plenamente verdadeiro, pois empreendedores também dão não para investidor (mesmo sendo menos frequente, só como exemplo recentemente um empreendedor deu nãos para 4 propostas de investimento; não posso revelar quem é o mesmo por motivo de confidencialidade mas entendo perfeitamente por que dos nãos e para mim foi um ótimo aprendizado ;-).

Quem quiser ver uma experiência positiva de um não, veja o post deste empreendedor que foi recusado por uma incubadora: http://geoffclapp.blogspot.com/2011/03/startup-lessons-learned-mistakes-in.html

Se concordar ou discordar disto, deixe um comentário relatando sua experiência com nãos.

P.S.: E obviamente não espero que recebamos só nãos, um sim só já é o suficiente ;-)

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dicas para Investidores-Anjo (e empreendedores) "to-be"

Achei a áudio-apresentação abaixo excelente, indo de encontro a visão que tenho sobre investimento-anjo e batendo muito com as experiências que já tive. Vale tanto para quem deseja se tornar um investidor-anjo ou já deu os primeiros passos, quanto para empreendedores conhecerem quais são as "melhores-praticas" de investidores-anjo experientes e o que eles esperam. Ligue seus alto-falantes e aproveite...

How to be an angel investor

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sexta-feira, 11 de março de 2011

Como os Anjos podem (e devem) contribuir para as rodadas seguintes de captação

Um papel pouco comentado sobre como os Anjos podem ajudar os empreendedores são nas rodadas seguintes de captação de recursos. Como toda "indústria", o ecossistema de investimentos possui sua linguagem, procedimentos e padrões próprios, muitas vezes exigindo do empreendedor uma dedicação de foge do seu principal foco: o de tocar o seu negócio. Enquanto que os Anjos são, podem e devem ser muito mais flexíveis com os empreendedores na sua primeira captação, nas subsequentes em negociações com profissionais da área já não há mais tanto espaço para serem cometidos erros, assim, o Anjo, dentro do conceito de ser o sócio "fora da caixa" ou no original, "out-of-the-box", é quem pode apoiar na preparação, apresentação e negociação nas rodadas subsequentes.