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quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Você acredita que a sopa de letrinhas do seu mercado é complexa?

* Por Marcos Mylius 

Então deveria conhecer o buzzwords do ecossistema de Investidores Anjo, que navegam entre startups, aceleradoras e venture capitals. Confesso que levei um tempo para absorver o novo vocabulário. 

O primeiro aprendizado é entender porque você será chamado de investidor anjo sem ao menos ganhar um lugar no céu. A palavra Anjo é utilizada por não levar em conta somente o fator financeiro do investimento. O investidor geralmente entra também com seus conhecimentos e networking. Você está num momento de maturidade da sua carreira e já passou por experiências de empreendedorismo e gestão, pode usar seu dinheiro para investimento em startup.

Seu dinheiro será chamado de Smart Money. Aprendeu mais uma?



Todo o investidor deveria investir primeiro o seu tempo, antes do Smart Money, lendo as dicas do Cassio Spina no livro Investidor Anjo – como conseguir investidores para seu negócio. O conteúdo passa uma boa base para que você não fique perdido nas primeiras reuniões que irá participar em aceleradoras e eventos com startups.

O buzzword foi totalmente importado e aqui vai uma dica para entender o racional que é utilizado para falar sobre o investimento na startup conforme uma linha de tempo.

Você irá ouvir falar muito em Seed, VC (Venture Capital) e PE (Private Equity). Como investidor Anjo entramos no geralmente no Early Stage. Nada impede que você entre na fase de crescimento, mas isso já não será tão vantajoso.  


Como investidor e Mentor em três aceleradoras, recomendo que você conheça o trabalho destas empresas, se aproxime e escolha startups que estejam de alguma forma conectadas com o seu ecossistema. Você poderá passar mais conhecimento e alavancar de forma mais rápida os seus investidos.


Nem falei do Pitch, Serie A, Serie C, First Round, Second Round…Boa leitura!

*O conteúdo deste texto, incluindo comentários, informações, opiniões e pontos de vista é de total responsabilidade do colaborador(a) que o assina. O colaborador(a) o faz voluntariamente, sendo o único responsável pelos conteúdo expressos em suas contribuições. Textos de colaboradores(as) não refletem necessariamente o ponto de vista e/ou opiniões do Anjos do Brasil.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Term Sheet - Como essa ferramenta pode auxiliar a sua negociação?

Dando continuidade a nossa série especial do Guia de Investimento Anjoa&Documentos Legais, o texto de hoje aborda uma das ferramentas de referência do Guia: o term sheet. E quem explica melhor as funções desse documento e seu uso é o Pedro Ferreira da Derraik & Menezes Advogados, nosso parceiro no desenvolvimento do Guia.

Term Sheet
O term sheet (ou memorando de entendimentos) é um documento, em geral não vinculante (ou seja, as partes podem não fechar o negócio ou até mesmo renegociar os termos), que costuma ser assinado pelas partes no momento inicial das negociações. Este documento traz as premissas básicas do investimento e servirá como um ponto de partida para a elaboração dos documentos definitivos da negociação.
É importante que as partes estejam cientes das expectativas que cada um tem em relação ao negócio. É aí que entra o term sheet. Ele formaliza – de forma não vinculante – certos direitos e condições mínimas para ambas as partes, pontos que sejam vitais tanto para o investidor quanto para o empreendedor. Assim, evita-se que as partes possam eventualmente investir muito tempo em um processo de investimento para descobrir lá na frente que algumas premissas não estão alinhadas.
As principais cláusulas de um term sheet costumam ser: (i) Tipo de investimento a ser feito (se por dívida ou participação direta); (ii) condições precedentes; (iii) estrutura do negócio; (iv) direitos do investidor, como, preferência na liquidação, lock-up, direito de preferência, governança na investida, entre outros; (v) confidencialidade; e (vi) exclusividade.

O modelo de term sheet apresentado foi elaborado com base em nossa experiência e reflete aquilo que costumamos ver com maior frequência na prática, sendo um guia para as partes se familiarizarem com os termos e tipo do documento, auxiliando-as no momento de negociação deste contrato. Sempre consulte um advogado para ajudar na adequação do documento à realidade do seu caso.
 Derraik & Menezes Advogados
O conteúdo deste texto, incluindo comentários, informações, opiniões e pontos de vista é de total responsabilidade do colaborador(a) que o assina. O colaborador(a) o faz voluntariamente, sendo o único responsável pelos conteúdo expressos em suas contribuições. Textos de colaboradores(as) não refletem necessariamente o ponto de vista e/ou opiniões do Anjos do Brasil

Baixe  o Guia gratuitamente aqui!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Introdução ao Guia de Investimento Anjo

Começamos hoje uma série especial de posts no nosso blog que ao longo das próximas semanas vai apresentar o Guia de Investimento Anjo & Documentos Legais. Nosso objetivo é esclarecer suas funções e usos, além de abordar as ferramentas de referência presentes no Guia. 

O primeiro texto é de Carolina Strobel, managing consul da Intel Capital para América Latina, e traz as principais motivações desse grupo responsável por desenvolver o instrumento e também a importância desse Guia para investidores e empreendedores brasileiros.  Boa leitura!

O guia é um documento que pretende desmistificar o investimento anjo no Brasil, facilitando a interação entre o  empreendedor e o investidor, esclarecendo e discutindo conceitos básicos da indústria, como: terminologia, documentação e estruturação, além de  oferecer conselhos práticos sobre a escolha do investidor e  a manutenção de um relacionamento  saudável entre as partes.

Este "manual" também ajuda a redimir dúvidas conceituais e de mercado, além de nivelar o conhecimento entre as partes. Dentro do guia, links direcionam o leitor para modelos  de documentos essenciais, a fim de que o  conceito seja também observado na prática. Sugestões de: lista de análise jurídica - "due diligence", memorando de investimentos - "term sheet", contrato de empréstimo conversível, nota promissória e acordo de acionistas, foram cuidadosamente desenhados para educar o leitor e ilustrar algumas das possibilidades e práticas jurídicas do setor. 

Cada investidor, bem como cada empreendedor tem o seu próprio  estilo e  apetite para risco, assim, não existe um investimento igual ao outro. Cada operação é única e exige uma análise cuidadosa por um profissional experiente.  Por este motivo, não se tem a pretensão de estabelecer modelos rígidos. O guia e os documentos, neste caso, servem como base para negociações, esclarecimentos, discussões comerciais e até mesmo acadêmicas, dada a falta de material referente ao tema.


O  investimento anjo gera  inúmeros impactos  positivos para a sociedade, criando oportunidades de trabalho e renda, cobrindo uma lacuna importante de fonte de investimento em um momento em que a empresa ainda não consegue alcançar fontes mais "tradicionais" de recursos. Este indispensável fomento à inovação, entretanto precisa ser adequadamente formalizado. Foi com base neste pensamento que o guia, e cada um dos documentos modelo, foi  criado. Na intenção de desburocratizar e simplificar, contribuir para que o processo de investimento seja mais eficiente e rápido. Um guia simples e prático tanto para o empreendedor como para o investidor anjo.

Carolina Strobel, Managing Counsel da Intel Capital para América Latina

O conteúdo deste texto, incluindo comentários, informações, opiniões e pontos de vista é de total responsabilidade do colaborador(a) que o assina. O colaborador(a) o faz voluntariamente, sendo o único responsável pelos conteúdo expressos em suas contribuições. Textos de colaboradores(as) não refletem necessariamente o ponto de vista e/ou opiniões do Anjos do Brasil

Baixe  o Guia gratuitamente através do link: http://anjosdobrasil.net/guia

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Supere o medo de ter sua ideia roubada


O medo de ter sua ideia roubada por investidores ou empresas é algo comum entre muitos empreendedores. Nesse artigo queremos ajudá-los a entender que este medo está baseado em um mito e não na realidade.

Martin Zwilling, diz: “Quando empreendedores vêm até mim com aquela ideia de ‘1 milhão de dólares’, eu tenho que dizer a eles que a ideia sozinha não vale nada. O que importa é a execução, e investidores investem em pessoas que podem executar, ou melhor, que tem um histórico de execuções de sucesso.”

Investidores estão interessados em ideias que já tenham um modelo de negócios planejado, mas principalmente que já tenham um produto mínimo testado e aprovado por potencias clientes.

Poucas ideias são realmente únicas ou conseguem se manter dessa maneira por muito tempo, o facebook por exemplo, não foi a primeira rede social, nem o google a primeira ferramenta de busca,a diferença é que eles executaram a ideia melhor que seus concorrentes.

O medo de alguém roubar sua ideia pode fazer com que você perca a oportunidade de receber feedbacks que podem realmente melhorar seu produto.
Normalmente empresas ou investidores não querem uma mídia negativa ou processo por roubarem uma ideia, mas pode ser que isso ocorra, portanto é importante que você saiba como proteger seu produto.  Estude sobre o assunto, e também sobre o histórico das empresas ou pessoas a quem você pretende mostrar seu projeto.  


E se sua ideia for copiada? Recomendamos este artigo do Carlos Miranda: http://revistapegn.globo.com/Colunistas/Carlos-Miranda/noticia/2014/10/fui-copiado-e-agora1.html

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terça-feira, 21 de junho de 2016

Antes do investimento: quais cuidados o investidor anjo deve tomar?

Se você já é um investidor anjo ou pretende se tornar um deles, é preciso saber que antes de realizar um aporte em qualquer startup existem alguns cuidados e análises a serem feitos, afinal você estará investindo tempo e dinheiro.

Investidores querem otimizar seus investimentos, investindo em empreendedores éticos e resilientes, além de projetos consistentes e com bom potencial de crescimento. Por isso elencaremos agora alguns pontos que são extremamente recomendados e que podem ser determinantes para a sequência de um investimento anjo.

Assim que o investidor estiver decidido a investir, é importante fazer uma due dilligence, ou seja, uma análise da situação da empresa. Essa avaliação deve englobar questões tributárias, societárias, trabalhistas e de propriedade intelectual*, que certamente revelarão se o empreendedor e a empresa possuem uma base sólida e o perfil ideal para esse tipo de investimento.

O investidor anjo também pode pedir documentos que fornecem informações sobre dívidas do empreendedor, sejam elas vencidas ou a vencer. Esses documentos são simples, mas podem permitir uma visão abrangente sobre o estado da empresa. 

Por outro lado, o investidor anjo também deve ter um papel importante no fortalecimento da empresa. Atuando na construção de uma boa governança o investidor anjo pode, por exemplo, ajudar na composição de um conselho transparente. Tudo isso deve ser pensado para garantir segurança na hora de investir e, em longo prazo, para atrair uma nova rodada de investimentos.


*Para ler mais sobre detalhes das análises tributárias, societárias, trabalhistas e de propriedade intelectual baixe gratuitamente o Guia de Investimento Anjo e Documentos Legais disponível em http://anjosdobrasil.net/guia