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quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Empreendedorismo não pode ser autoajuda

O que não falta no ecossistema empreendedor são eventos. Brasil afora são palestras, workshops, congressos e conferências praticamente diários – ainda bem, afinal esses eventos contribuem para a criação e fortalecimento da cultura empreendedora no país, ajudam empreendedores e investidores anjo a realizarem networking e se inspirarem. Tudo isso é absolutamente importante, mas não pode ser só isso.


É muito fácil cair em um ciclo de eventos e de frases de impacto que se vê em muitas apresentações. Pode parecer que faz sentido quando alguém em cima de um palco diz que “para empreender basta não desistir” e você, um empreendedor cheio de ideias, sonhos e incertezas está na plateia ansioso por respostas. É tudo o que você quer ouvir. Na hora você pensa: uau! Tudo vai dar certo!

Mas o ponto é que é necessário ir além desse tipo de frase e fazer reflexões mais profundas, com projeções mais realistas. Não atoa os índices de mortalidade das startups ainda são tão altos. Um estudo feito pela Startup Farm revelou que 74% das startups brasileiras fecham após cinco anos, enquanto 67% encerram suas atividades entre dois a cinco anos de funcionamento e 18% em até dois anos de operação.

Fazer a sua startup sair do papel pode não ser a etapa mais difícil no caminho. Tem muita coisa envolvida no processo de manutenção desse tipo de empresa, é um desafio para quem está envolvido no ecossistema mudar os números citados acima. E mesmo assim é preciso aceitar que muitas ideias não vão dar certo, mesmo que você não desista.

O importante é trabalhar duro, encontrar bons aliados no caminho, fazer conexões e deixar portas abertas sempre. Não dá para viver apenas inspirado em projetos de outras pessoas, vendo o sucesso de outros empreendedores e ter uma agenda de eventos tão cheia que não te permita refletir sobre as questões referentes ao seu negócio e fazer mudanças estratégicas que muitas vezes são determinantes. É preciso ir além em temas mais profundos. 

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

A importância das políticas públicas para o ecossistema empreendedor

Falar em empreendedorismo e investimento anjo é falar em inovação e geração de oportunidades. O ecossistema é conhecido, principalmente, por ser o celeiro das maiores empresas mundiais da atualidade, e é inegável o impacto que as startups trazem para os países em que estão inseridas.

Hoje no Brasil o desemprego já atinge 11 milhões de pessoas, segundo o IBGE, e essa é uma das maiores preocupações da população que se vê em meio a uma crise econômica. Agora a pergunta: você já imaginou o quanto o investimento anjo pode ajudar nesse momento?

Independente da sua resposta, o fato é que o investimento anjo está na base do crescimento de uma startup e o efeito dominó que ele gera é bastante positivo. Entenda: contribuindo para o desenvolvimento de uma empresa desse tipo contribui-se automaticamente para a criação de novas vagas de emprego, para movimentação da economia do país e também para o fomento da tecnologia.

Além disso, startups são empresas cujo crescimento é rápido e têm grande impacto. Estatisticamente falando, no Brasil as “scale-ups” representam apenas 1% das empresas ativas e mesmo assim são responsáveis por criar 42% dos novos empregos no país, um número impressionante!

Pensando assim parece ser fácil a resposta para a dura questão do desemprego brasileiro: incentivar os investidores anjo e startups e assim criar mais empregos o mais rápido possível. Na prática é bem diferente. Crescer em um país com amarras burocráticas não é fácil, muito menos ágil.

E isso afeta tanto as startups quanto os investidores anjo que em alguns casos se sentem juridicamente desprotegidos já que não existe no Brasil a regulamentação da figura do investidor anjo, cujo papel é de suma importância no ecossistema.

E o que fazer para mudar isto? Nós, da Anjos do Brasil, apoiamos o movimento +Empreendedores +Empregos, criado pela Endeavor, cujo o objetivo é estabelecer diálogos e firmar compromissos com candidatos à prefeitura de São Paulo, Curitiba, Fortaleza, Recife, Florianópolis e Porto Alegre para a criação de cidades mais empreendedoras e menos burocrática com o apoio dos futuros prefeitos. É preciso admitir a importância das políticas públicas para o ecossistema e unir forças!





terça-feira, 30 de agosto de 2016

Ter uma investidora anjo pode ser determinante para o sucesso da sua startup

Nos últimos dois anos o número de investidoras anjo no Brasil dobrou! Ótima notícia, mas ainda há muito por fazer, pois ainda são poucas mulheres investindo. Do total de investidores anjo no país, apenas 4% eram mulheres em 2014, e essa porcentagem subiu para 9% em 2016, uma mudança significativa e positiva para o ecossistema empreendedor.

Posto isto, você deve estar se perguntando: afinal qual diferença existe entre um investidor homem e uma investidora mulher? Uma recente pesquisa divulgada pelo Harvard Business Review revelou que quando uma empreendedora recebe apenas o financiamento de VC’s homens, a empresa tem as chances drasticamente reduzidas de ter uma saída bem sucedida.

Do mesmo modo, outro insight revelado foi que para VC’s é importante reconhecer que investidoras mulheres otimizam as chances de startups lideradas por empreendedoras obterem sucesso.

De acordo com os dados da pesquisa, existe uma diferença de 25 pontos percentuais nas saídas de startups lideradas por homens e empresas lideradas por mulheres. Entretanto, quando as startups são financiadas por VC’s com investidoras mulheres, essa diferença desaparece.

Por que isso acontece?
As justificativas, segundo Sahil Raina, se dão por conta da habilidade de avaliar e aconselhar startups dos investidores. De acordo com ele, VCs que contam com a participação feminina são mais aptos a avaliar e selecionar – que é o mais importante nesse momento, e/ou aconselhar startups fundadas por mulheres, principalmente nos rounds de financiamento iniciais.

Além disso, a pesquisa conclui que a compatibilidade do gênero feminino quando se trata de investidor e empreendedor é responsável pela melhora nos resultados, e ainda sim a participação das mulheres em startups financiadas por VCs ainda é muito pequena.

O pesquisador entende que ainda há muito a ser feito para entender esse problema e que, um passo crucial para alcançar o objetivo de ter mais startups de sucesso lideradas por mulheres, talvez não seja suficiente apenas encorajar mulheres a empreender, mas incentivar mais mulheres a se tornarem investidoras.

No Brasil, como foi citado anteriormente, essa situação não é muito diferente. O ecossistema empreendedor ainda é majoritariamente masculino, mas nós acreditamos que a diversidade só tem a contribuir e fortalecer. 

Conheça algumas iniciativas brasileiras que fomentam a inserção da mulher no ecossistema empreendedor:

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Term Sheet - Como essa ferramenta pode auxiliar a sua negociação?

Dando continuidade a nossa série especial do Guia de Investimento Anjoa&Documentos Legais, o texto de hoje aborda uma das ferramentas de referência do Guia: o term sheet. E quem explica melhor as funções desse documento e seu uso é o Pedro Ferreira da Derraik & Menezes Advogados, nosso parceiro no desenvolvimento do Guia.

Term Sheet
O term sheet (ou memorando de entendimentos) é um documento, em geral não vinculante (ou seja, as partes podem não fechar o negócio ou até mesmo renegociar os termos), que costuma ser assinado pelas partes no momento inicial das negociações. Este documento traz as premissas básicas do investimento e servirá como um ponto de partida para a elaboração dos documentos definitivos da negociação.
É importante que as partes estejam cientes das expectativas que cada um tem em relação ao negócio. É aí que entra o term sheet. Ele formaliza – de forma não vinculante – certos direitos e condições mínimas para ambas as partes, pontos que sejam vitais tanto para o investidor quanto para o empreendedor. Assim, evita-se que as partes possam eventualmente investir muito tempo em um processo de investimento para descobrir lá na frente que algumas premissas não estão alinhadas.
As principais cláusulas de um term sheet costumam ser: (i) Tipo de investimento a ser feito (se por dívida ou participação direta); (ii) condições precedentes; (iii) estrutura do negócio; (iv) direitos do investidor, como, preferência na liquidação, lock-up, direito de preferência, governança na investida, entre outros; (v) confidencialidade; e (vi) exclusividade.

O modelo de term sheet apresentado foi elaborado com base em nossa experiência e reflete aquilo que costumamos ver com maior frequência na prática, sendo um guia para as partes se familiarizarem com os termos e tipo do documento, auxiliando-as no momento de negociação deste contrato. Sempre consulte um advogado para ajudar na adequação do documento à realidade do seu caso.
 Derraik & Menezes Advogados
O conteúdo deste texto, incluindo comentários, informações, opiniões e pontos de vista é de total responsabilidade do colaborador(a) que o assina. O colaborador(a) o faz voluntariamente, sendo o único responsável pelos conteúdo expressos em suas contribuições. Textos de colaboradores(as) não refletem necessariamente o ponto de vista e/ou opiniões do Anjos do Brasil

Baixe  o Guia gratuitamente aqui!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Introdução ao Guia de Investimento Anjo

Começamos hoje uma série especial de posts no nosso blog que ao longo das próximas semanas vai apresentar o Guia de Investimento Anjo & Documentos Legais. Nosso objetivo é esclarecer suas funções e usos, além de abordar as ferramentas de referência presentes no Guia. 

O primeiro texto é de Carolina Strobel, managing consul da Intel Capital para América Latina, e traz as principais motivações desse grupo responsável por desenvolver o instrumento e também a importância desse Guia para investidores e empreendedores brasileiros.  Boa leitura!

O guia é um documento que pretende desmistificar o investimento anjo no Brasil, facilitando a interação entre o  empreendedor e o investidor, esclarecendo e discutindo conceitos básicos da indústria, como: terminologia, documentação e estruturação, além de  oferecer conselhos práticos sobre a escolha do investidor e  a manutenção de um relacionamento  saudável entre as partes.

Este "manual" também ajuda a redimir dúvidas conceituais e de mercado, além de nivelar o conhecimento entre as partes. Dentro do guia, links direcionam o leitor para modelos  de documentos essenciais, a fim de que o  conceito seja também observado na prática. Sugestões de: lista de análise jurídica - "due diligence", memorando de investimentos - "term sheet", contrato de empréstimo conversível, nota promissória e acordo de acionistas, foram cuidadosamente desenhados para educar o leitor e ilustrar algumas das possibilidades e práticas jurídicas do setor. 

Cada investidor, bem como cada empreendedor tem o seu próprio  estilo e  apetite para risco, assim, não existe um investimento igual ao outro. Cada operação é única e exige uma análise cuidadosa por um profissional experiente.  Por este motivo, não se tem a pretensão de estabelecer modelos rígidos. O guia e os documentos, neste caso, servem como base para negociações, esclarecimentos, discussões comerciais e até mesmo acadêmicas, dada a falta de material referente ao tema.


O  investimento anjo gera  inúmeros impactos  positivos para a sociedade, criando oportunidades de trabalho e renda, cobrindo uma lacuna importante de fonte de investimento em um momento em que a empresa ainda não consegue alcançar fontes mais "tradicionais" de recursos. Este indispensável fomento à inovação, entretanto precisa ser adequadamente formalizado. Foi com base neste pensamento que o guia, e cada um dos documentos modelo, foi  criado. Na intenção de desburocratizar e simplificar, contribuir para que o processo de investimento seja mais eficiente e rápido. Um guia simples e prático tanto para o empreendedor como para o investidor anjo.

Carolina Strobel, Managing Counsel da Intel Capital para América Latina

O conteúdo deste texto, incluindo comentários, informações, opiniões e pontos de vista é de total responsabilidade do colaborador(a) que o assina. O colaborador(a) o faz voluntariamente, sendo o único responsável pelos conteúdo expressos em suas contribuições. Textos de colaboradores(as) não refletem necessariamente o ponto de vista e/ou opiniões do Anjos do Brasil

Baixe  o Guia gratuitamente através do link: http://anjosdobrasil.net/guia

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Supere o medo de ter sua ideia roubada


O medo de ter sua ideia roubada por investidores ou empresas é algo comum entre muitos empreendedores. Nesse artigo queremos ajudá-los a entender que este medo está baseado em um mito e não na realidade.

Martin Zwilling, diz: “Quando empreendedores vêm até mim com aquela ideia de ‘1 milhão de dólares’, eu tenho que dizer a eles que a ideia sozinha não vale nada. O que importa é a execução, e investidores investem em pessoas que podem executar, ou melhor, que tem um histórico de execuções de sucesso.”

Investidores estão interessados em ideias que já tenham um modelo de negócios planejado, mas principalmente que já tenham um produto mínimo testado e aprovado por potencias clientes.

Poucas ideias são realmente únicas ou conseguem se manter dessa maneira por muito tempo, o facebook por exemplo, não foi a primeira rede social, nem o google a primeira ferramenta de busca,a diferença é que eles executaram a ideia melhor que seus concorrentes.

O medo de alguém roubar sua ideia pode fazer com que você perca a oportunidade de receber feedbacks que podem realmente melhorar seu produto.
Normalmente empresas ou investidores não querem uma mídia negativa ou processo por roubarem uma ideia, mas pode ser que isso ocorra, portanto é importante que você saiba como proteger seu produto.  Estude sobre o assunto, e também sobre o histórico das empresas ou pessoas a quem você pretende mostrar seu projeto.  


E se sua ideia for copiada? Recomendamos este artigo do Carlos Miranda: http://revistapegn.globo.com/Colunistas/Carlos-Miranda/noticia/2014/10/fui-copiado-e-agora1.html

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quinta-feira, 28 de abril de 2016

Números que Contam uma História

Por Welter Benício

Tenho analisado algumas start-ups que buscam capital de investidores anjo e, como de praxe, aguardo ansioso pela apresentação das projeções financeiras, que para mim devem contar a boa história em números. No entanto, tenho que reconhecer que em alguns casos, a construção das projeções deixa a desejar.

Me refiro às projeções que se num primeiro olhar parecem sólidas, não resistem à primeira pergunta mais aprofundada. Tratam-se de projeções desconectadas da realidade e que não resistem a um bom escrutínio. Embora isto não seja um privilégio do mundo das start-ups (já vi no mundo corporativo!), é dele que estamos falando no momento. E é sob a ótica do investidor que escrevo este texto.

Creiam-me, quem vai colocar seu suado dinheiro, muitas vezes a economia de uma longa carreira, num negócio de risco quer e merece ver números que façam sentido! E se alguém coloca dinheiro em algum negócio sem o necessário escrutínio, estará correndo riscos desnecessários e, provavelmente, vai poder agregar pouco ou nada além do próprio dinheiro na consolidação do empreendimento, quando o ideal seria que, além do capital, provesse orientação ao time gestor.

Voltando às projeções, não me refiro à forma, ao nível de detalhamento, à ferramenta usada ou ao uso da nomenclatura correta. Me refiro à consistência, que nasce de uma construção pensada, que cria a certeza de que se pensou nos detalhes e como eles são afetados por fatores internos e externos à medida que o tempo passa e o negócio cresce, de que se pensou nas premissas, de que se fez uma checagem do realismo destas premissas (reality check), de que se fez comparações com algum caso real e que, ao final, se fez a checagem do “jeitão da coisa” (smell check). É nesta checagem final que se observa que se os números estão bons demais, muito além da performance histórica da indústria, é porque provavelmente alguém (ou alguéns!) está se iludindo. Se está ruim demais, ou as reservas e contingências estão exageradas seguindo a linha do “é sempre melhor prometer menos e entregar mais”, ou se está sendo pessimista demais. Em ambos os casos, o negócio pode não decolar por falta de interessados, pois não se deve esquecer que o “segredo de vender o cavalo é falar bem dele”, sem exageros.

Dicas

Se as projeções foram feitas à mão, usando Excel ou coisa que o valha, pouco importa, desde que tenham sido pensadas, analisadas, criticadas, comparadas e suas premissas sejam realistas. É sempre recomendável que se construam cenários (pelo menos o pior, o base e o melhor cenário), mas eles também deverão estar assentados em premissas pensadas e factíveis.

Ao explicar suas projeções, sugiro que as premissas sejam destacadas. Pode-se até usar uma colinha para isso, porque é difícil mesmo se lembrar de tudo. Pode ser que alguma ou outra premissa seja questionada, mas é sempre melhor quando se discorda de uma premissa do que quando se percebe que a projeção, seja de resultado, caixa ou balanço, embora consistente, careça de realismo.

Como observação final, digo que para mim não existe a dicotomia entre as funções do CEO e CFO que muitos adotam ao apresentar um plano de negócios. Muitos futuros CEO’s passam a bola pro CFO quando se trata de apresentar números. Não acho uma boa estratégia. É assumido que o CFO esteja a par dos detalhes dos detalhes, mas a consistência, a familiaridade com os números principais (key figures) e suas premissas devem estar, também e principalmente, na cabeça do cabeça… Afinal de contas, se um CEO não consegue falar com propriedade sobre os números que contam a história do seu negócio, pode ser que não seja a pessoa certa para cuidar dele. 

O conteúdo deste texto, incluindo comentários, informações, opiniões e pontos de vista é de total responsabilidade do colaborador(a) que o assina. O colaborador(a) o faz voluntariamente, sendo o único responsável pelos conteúdo expressos em suas contribuições. Textos de colaboradores(as) não refletem necessariamente o ponto de vista e/ou opiniões do Anjos do Brasil.

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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Novidades Importantes para Empreededores

Já estão no ar 3 excelentes oportunidade para empreendedores:

1. Ainda dá tempo de participar a 1a. Virada Empreendedora, amanhã, dia 10. Vejam mais em: http://www.facebook.com/event.php?eid=260237910663876

2. Já está no site da Endeavor os vídeos do Day1, com apresentações de empreendedores modelo muito inspiradoras do que é empreender, os desafios e a realização. Vejam em http://www.endeavor.org.br/endeavor_tv/start-up/day1

3. Foi lançado o processo de seleção da Wayra, aceleradora do grupo Telefonica, para empreendedores Brasileiros. Uma excelente oportunidade para quem desejar ter seu negócio acelerado. Acessem http://wayra.org/pt/formulario-brasil

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Casa da Cultura Digital

Tive o prazer de conhecer hoje este espaço para empreendedores compartilharem espaço, conhecimentos e experiências, tocado por pessoas bacanas e super auto-motivadas.

Se você for empreendedor de primeira (ou segunda ou 3a., etc.) viagem e estiver buscando um espaço para iniciar ou tocar seu negócio, vale a pena conhecê-los.

Vide mais em http://www.casadaculturadigital.com.br/

domingo, 28 de agosto de 2011

Plano de Negócios

Seguem 3 indicações para quem estiver precisando de orientações em como elaborar um plano de negócios (vale também para investidores-anjo que desejem aprofundar seus conhecimentos para avaliação de propostas de investimento):

1. Livro "Plano de Negócios: Teoria Geral" do Marcelo Nakagawa é uma excelente referência sobre o tema.

2. Trabalho do Millor Machado do Saia do Lugar sobre sua empresa Empreendemia.

3. Manual do Empreendedor elaborado pela Poli Jr.

Se você tiver alguma outra indicação ou dica, poste uma mensagem aqui.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Por que Negociações de Investimento Demoram Mais do Que Gostaríamos?

Esta é uma questão que, apesar de não ser formulada explicitamente, é latente principalmente entre empreendedores, que obviamente tem maior ansiedade em colocar seu negócio em prática. Poderia dar uma resposta rápida a esta pergunta, justificando de diversas formas, mas considero melhor entender por que é necessário que exista um tempo mínimo para que o investimento ocorra e que é benéfico para ambas as partes.

Vamos começar a resposta pelo lado do investidor, ao qual muitas vezes a lentidão é pré-concebidamente atribuída (e que não posso negar que ocorra, pois eu mesmo muitas vezes fico impaciente com a falta de resposta de meus colegas, talvez por ter vivido mais o lado empreendedor), mas que nem sempre é o principal responsável pela delonga. A primeira coisa que sempre lembro aos empreendedores, é que o investidor tem um sério problema de sobrecarga, pois, mesmo se dedicando integralmente a atividade (o que para investidores-anjo é uma exceção), considerando que para cada investimento efetivado é necessário olhar até 100 projetos, dá para concluir facilmente que o volume de atenção que o mesmo pode dedicar a cada negócio não é muito grande, sendo obrigado a intercalar sua dedicação para cada um. Para mim, isto não justifica que ele não dê retorno aos empreendedores quando demandado; acredito que toda vez que um empreendedor contatar um investidor, deve receber uma resposta, em especial se a mesma for negativa, deve ser a mais rápida possível. Por outro lado, o empreendedor deve compreender que muitas vezes o investidor não poderá reunir-se com o empreendedor no momento imediato que este deseje, devendo entender que deverá primeiro atender as solicitações do investidor, enviando preliminarmente uma apresentação e/ou respondendo as questões do mesmo. E quando receber um não, isto não significa que seu projeto seja ruim e/ou deva desistir, mas que simplesmente não está dentro do escopo daquele investidor, devendo continuar a procurar outros investidores até achar o que tenha sinergia com seu negócio (sobre este ponto, vide mais em meu artigo "Por que Receber um Não pode ser Melhor que Receber um Sim")

Do lado do empreendedor, pela minha experiência, também pode ser um grande empecilho para fechamento do investimento, por mais improvável que isto possa parecer. Apenas para relatar alguns casos, já participei de situações que na hora em que é colocada uma proposta para o empreendedor, este acaba ficando inseguro como se já não tivesse mais certeza do que quer fazer ou então os sócios começam já de cara a divergir sobre as decisões da empresa. Estes casos acontecem mas são o que normalmente atrasa o processo pelo lado do empreendedor é a falta de preparação para receber investimento, seja por que não tem informações básicas sobre o mercado que vai atender ou por que falta conhecimento sobre como funciona e quais as regras usuais para receber investimento.

Um aspecto positivo e importante do tempo necessário para efetivar o investimento é que este é uma oportunidade significativa de cada um conhecer melhor o outro. Em especial considerando que depois de o investimento feito, terão de conviver juntos por um bom tempo e, como num casamento, tanto nos bons quanto nos maus momentos. E, se por qualquer motivo sentir que não há uma ótima empatia desde o inicio, é melhor não continuar, pois isto certamente levará a um fracasso.

Do ponto de vista prático, pela minha experiência, uma negociação com um único investidor-anjo, desde o primeiro contato até assinatura dos contratos finais e efetivação do primeiro aporte, deve levar pelo menos 60 dias, já considerando algumas idas e vindas na revisão conjunta dos contratos. Observar que quanto maior for o grupo de investidores-anjo e/ou se ainda não tiverem feito investimentos conjuntamente entre si, mais tempo levará. Mas em hipótese alguma este processo deve demorar mais que 180 dias, sendo razoável demandar entre 90 a 120 dias. O importante é que durante todo processo existam feedbacks constantes de que está evoluindo, tanto para manter o empreendedor quanto o investidor motivados.

Concluindo, o empreendedor deve ter em mente que os investidores estão vendo muitos negócios simultaneamente, assim, não podem dar 100% da sua atenção para um único projeto e que quanto mais preparado estiver, em especial conhecendo melhor com funcionam investimentos, mais rápido irá ocorrer. Do lado do investidor, este deve lembrar que as melhores oportunidades serão cobiçadas por todos seus pares, assim, quem for mais rápido levará, pois o empreendedor não irá ficar esperando sua resposta indefinidamente.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Quanto Vale uma Idéia?

Uma das questões que recebo com frequência de empreendedores é como proteger sua idéia de ser copiada e/ou solicitando a assinatura de um acordo de confidencialidade, também conhecido como NDA - Non-Disclosure Agreement, para apresentar seu projeto. Pois bem, na realidade estas solicitações, pelo seu conteúdo implícito, remetem ao cerne da questão: quanto vale uma idéia?

Eu poderia simplesmente responder que só uma idéia não vale nada, mas não considero suficiente dar uma resposta sem fundamentá-la, pois pareceria que estou simplesmente querendo menosprezar a mesma, quando na realidade é bem diferente disto. Pois bem, vamos a discussão, pois sei que muitos irão contestar dizendo que o "mundo se move pelas idéias" e, apesar de não discordar desta frase totalmente, tenho uma interpretação da mesma: "o mundo se move pelos que fazem as idéias acontecerem". As idéias puramente não constroem nada e somente quando são transformadas em realidade por alguém é que fazem a diferença; óbvio, não? Sei que mesmo assim serei contradito pelo argumento de que "sem as idéias, não haveria o que ser feito" e novamente não discordo desta afirmação, mas vamos avaliar melhor a mesma usando o seguinte exemplo: imaginemos no século XIX quantas pessoas tiveram a idéia de criar um dispositivo de iluminação que não utilizasse combustíveis, mas sim eletricidade? Segundo referência bibliográfica da Wikipédia (vide http://pt.wikipedia.org/wiki/L%C3%A2mpada_incandescente), mais de 20 inventores tentaram construir  lâmpadas incandescentes desde o inicio daquele século, mas que só foi realizado em 1879 por Thomas Edison, assim, se imaginarmos que 100 vezes mais pessoas tiveram esta mesma idéia, chegaríamos a no mínimo 2000 idealizadores! É também muito importante lembrar que Edison só conseguiu realizar este feito após mais de 1.000 incansáveis tentativas!

Concluindo, mesmo muitos tendo a mesma idéia, só um conseguiu realizá-la, tornando-a um produto comercial e lucrar com a mesma. Pois bem, por meio deste simples exemplo podemos concluir que ter a idéia de criar uma lâmpada elétrica não foi uma novidade; o engraçado é que hoje a lâmpada incandescente é um símbolo de idéia, assim, nós somos induzidos a pensar que a criação da mesma foi um lance de gênio, que teve a idéia e a construiu no minuto seguinte, quando na realidade foi bem diferente.

Assim, quando alguém diz para mim que tem uma "idéia genial", faço a seguinte conta para ele: digamos que uma boa idéia é tida por 1 em cada 100 pessoas, uma idéia excelente a cada 1.000 e uma genial a cada milhão! Então considerando que em nosso planeta existem 6 bilhões de seres humanos, isto significa que no mínimo 6.000 pessoas tiveram esta mesma idéia; bom, dá para concluir facilmente que mesmo uma idéia genial não é tão exclusiva assim. Tanto que as leis de proteção de propriedade intelectual de quase todos países determinam que uma idéia não é patenteável; apenas uma invenção o é, assim, se considerar que sua idéia precisa de alguma proteção, transforme-a em uma invenção e faça uma patente. Observe que dificilmente algum investidor irá assinar um NDA apenas para ouvir sua idéia, pois recebemos múltiplas propostas semanalmente, assim, além de ser impraticável gerenciar inúmeros NDAs, nenhum investidor irá querer se limitar logo de inicio a receber possíveis propostas similares. É claro que conforme as conversas evoluírem, no momento certo poderá ser estabelecido o acordo de confidencialidade, mas o mais importante é conhecer a sua contra-parte e estabelecer uma relação de confiança com ela, pois isto será a base de uma futura sociedade.

Do ponto de vista prático, reitero que não estou menosprezando as idéias, pelo contrário, realmente acredito que elas são a origem da transformação de nosso mundo, mas do ponto de vista de valor, uma idéia só vale alguma coisa quando é executada, assim, recomendo que não se preocupe em tentar "proteger sua idéia", até por que, se ela for facilmente copiável, talvez nem valha a pena dedicar seu esforço na mesma; procure idéias em que seu trabalho e dedicação possa fazer a diferença, pois aí sim terá o real valor de uma lâmpada de Edison.

terça-feira, 24 de maio de 2011

Falhar não é só bom mas como necessário para o sucesso

Um dos grandes desafios culturais que temos é que apesar da famosa frase "errar é humano", a falha é vista como um insucesso e não só pelos outros: para o empreendedor por sua natureza normalmente perfeccionista, não aceita o seu próprio fracasso, sendo muito crítico consigo mesmo o que pode ser ruim se isto levá-lo a desistir de tentar novamente. Precisamos disseminar a cultura para que o insucesso seja visto por todos tanto como uma oportunidade de aprendizado, quanto de desafio para continuar nas suas tentativas, pois como dizem os psico-terapeutas, os momentos de depressão são necessários para que juntemos nossas forças não só superá-los mas para atingir novas conquistas.

Um grande exemplo disto é ilustrado no discurso abaixo* de uma turma de graduação da universidade de Harvard, J.K.Rowling, a autora dos livros da famosa série Harry Potter, descreve como ao terminar a faculdade tudo deu errado para ela e que só pelo fracasso inicial que teve, tomou a decisão de seguir a sua verdadeira vocação: escrever (e todos sabemos o seu resultado ;-).

O outro lado desta moeda é que o sucesso logo de cara pode levar futuramente a um retumbante fracasso, pois pode levar a crer que se tenha "mãos de ouro" ou descoberto a "fórmula mágica" do sucesso. Como sugestão sobre um ótimo exemplo disto, leiam o livro "Iludido pelo Acaso" de Nassim Taleb, aonde ele, um operador de Wall Street, descreve como vários de seus colegas que acertaram de inicio, da mesma forma como ficaram milionários do dia para a noite, não só perderam tudo como ficaram devedores mais rapidamente ainda, por acharem que tinham descoberto o "segredo do mercado".

Assim, erre bastante, pois suas chances de um sucesso permanente serão bem maiores!

*P.S.: Agradeço ao amigo Pedro Carvalho do iG Economia pela dica deste excelente vídeo quando comentei que falhar é necessário.


J.K. Rowling Speaks at Harvard Commencement from Harvard Magazine.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Empreendedores x Investidores: que lado da mesa cada um deve ficar?

Na palestra que dei recentemente na FIESP a convite do CJE (Comitê de Jovens Empreendedores) uma entre as várias boas perguntas que recebi é sobre a relação entre empreendedores e investidores. O querelante me questionou como chegar a um acordo sobre valuation (i.e. valor do negócio) uma vez que "o empreendedor busca dar o mais próximo de 0% do negócio enquanto que o investidor quer chegar aos 100%"!
Gostei particularmente desta pergunta pois foi uma oportunidade de apresentar minha visão sobre como deve ser o relacionamento entre empreendedores e investidores, em especial no inicio do seu relacionamento. A analogia que faço é que se uma sociedade é como um casamento, as conversas preliminares são como o namoro e para dar certo nenhum dos namorados pode começar um relacionamento tentando obter vantagens em cima do outro. Assim entendo que numa negociação entre futuros sócios (pois é o que ambos vão se tornar), deve-se buscar os pontos em comum e estabelecer um relação de troca entre as partes, da mesma forma como no inicio de um namoro.
O que recomendo é que em vez de cada um se sentar em lados opostos da mesa, ambos devem sentar do mesmo lado e buscar se colocar na posição do outro de forma que consiga fazer uma oferta que seja interessante para sua contra-parte, caso contrário, não só a negociação estará fadada ao fracasso, como mesmo se por necessidade de alguma das partes (mais pelo lado do empreendedor), aceitar uma condição que seja desmotivante, certamente no futuro irá comprometer os resultados do negócio, o que será prejudicial para ambos.
Infelizmente em muitas negociações em que tive participação, isto não ocorreu; pelo menos uma das partes assume o papel de "negociador", seja tentando obter o máximo que puder para si ou o mais comum: achando que sua contra-parte, por mais boa vontade que demonstre, está tentando obter alguma "vantagem". Sempre lamento muito quando isto ocorre, pois é sinal que já não se estabeleceu um dos pré-requisitos fundamentais para uma sociedade de sucesso: a relação de confiança. Assim sempre recomendo que cada parte exponha claramente suas expectativas com relação a outra e do negócio que vão empreender juntos e, em se estabelecendo confiança mútua, se ainda assim houver alguma divergência, como por exemplo na perspectiva de resultados futuros, podem ser estabelecidos mecanismos de compensação futuros. Isto é, se o resultado futuro atingir o previsto por uma das partes, a sua proposta de participação é a que prevalecerá.
Também é importante observar que apesar da analogia de uma sociedade ser como um casamento, ambos tem diferenças significativas (além das obvias, como a que ninguém vai dormir no mesmo quarto ;-) e entre elas está sobre a duração da relação. Enquanto que num casamento as partes estabelecem um compromisso (teoricamente) por toda vida, numa sociedade, em especial na de investidores e empreendedores, este casamento tem a perspectiva de terminar em algum momento, mais especificamente, quando surgir oportunidade de o investidor poder ter o retorno de seu investimento ou caso o negócio não seja bem sucedido. Assim, é fundamental já se estabelecer de antemão as condições para dissolução desta sociedade, em especial no segundo caso, pois normalmente são nos momentos de stress, em que pequenas divergências podem se tornar grandes conflitos, que irão consumir muita energia desnecessariamente.

sábado, 2 de abril de 2011

Por que receber um não pode muitas vezes ser melhor que receber um sim

Em qualquer coisa que você faça na vida, receber um não sempre será inicialmente frustante e desmotivador. Ninguém gosta de receber um não e isto é desde os primórdios de nossa infância (quem tem filhos sabe muito bem disto ;-), mas todo mundo sabe que faz parte do processo de educação e isto não acaba quando você "vira adulto"; muito pelo contrário, continuará a receber nãos por toda a vida e isto é muito bom pois é a melhor forma de continuar a crescer (não fisicamente, graças a Deus ;-)))

Agora que já fiz a introdução "teórica" (e acho que todo mundo já está mais aberto a receber nãos ;-), vamos voltar ao inicio: receber nãos é frustante e desmotivador de ínicio e deve ser apenas de inicio, não deixando que tome conta, virando apenas raiva ou depressão. A solução é aprender com esta resposta negativa e nas relações entre investidores e empreendedores posso afirmar que é fundamental para ambos.

Para um empreendedor receber um não de um investidor não significa que seu negócio seja ruim; significa simplesmente que o investidor entendeu que para ele não atendeu as suas expectativas, pois ele pode estar procurando um negócio diferente para investir ou sinta que não poderá contribuir ou que ele não tenha entendido o negócio, enfim pode ser por inúmeras razões diferentes e aí começa o primeiro desafio para que este não se torne algo bom em vez de ruim. Se o empreendedor souber os motivos poderá aprender e agir dependendo dos mesmos. Mas dependendo da razão do não, pode ser difícil para o investidor ser totalmente transparente e aí o papel do empreendedor também é fundamental, demonstrando que esta aberto para receber críticas construtivas.

Enfim é um trabalho a quatro mãos: os investidores-anjo, na sua missão de apoiar novos empreendedores, devem, ao dizer não, esclarecer o porque e os empreendedores devem demonstrar que estão abertos a receber críticas construtivas. Na prática estar aberto a receber é não simplesmente querer contra-argumentar ou tentar justificar, mas sim ouvir, ouvir e ouvir, perguntar mais, mais e mais, até ter total certeza de que entendeu completamente a visão do investidor, nem que seja que o investidor esteja enganado (e isto já foi um importante aprendizado: este não era o investidor certo para seu negócio!)

E não pensem que isto vale apenas no sentido investidor-empreendedor; o inverso é plenamente verdadeiro, pois empreendedores também dão não para investidor (mesmo sendo menos frequente, só como exemplo recentemente um empreendedor deu nãos para 4 propostas de investimento; não posso revelar quem é o mesmo por motivo de confidencialidade mas entendo perfeitamente por que dos nãos e para mim foi um ótimo aprendizado ;-).

Quem quiser ver uma experiência positiva de um não, veja o post deste empreendedor que foi recusado por uma incubadora: http://geoffclapp.blogspot.com/2011/03/startup-lessons-learned-mistakes-in.html

Se concordar ou discordar disto, deixe um comentário relatando sua experiência com nãos.

P.S.: E obviamente não espero que recebamos só nãos, um sim só já é o suficiente ;-)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Teste sua idéia antes de sair gastando dinheiro

A apresentação abaixo vai de encontro a minha experiência que é mais importante ter um produto validado junto aos clientes potenciais do que um excelente plano sem qualquer experiência prática, assim, foque em criar pelo menos um prova de conceito de sua idéia e não se acanhe em mostrar a mesma para alguns prospects. Basta falar que se trata de um pré-protótipo (assim, não tem risco de "queimar" seu produto) e que gostaria das impressões deles (quase todo mundo gosta de ser "consultado"), em especial o que faria para que eles comprassem seu produto quando estiver pronto e lembre-se, mais importante que as respostas objetivas que dêem para você, é sua a percepção de quanto efetivamente seu produto atende a uma necessidade daquele cliente potencial.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dicas para Investidores-Anjo (e empreendedores) "to-be"

Achei a áudio-apresentação abaixo excelente, indo de encontro a visão que tenho sobre investimento-anjo e batendo muito com as experiências que já tive. Vale tanto para quem deseja se tornar um investidor-anjo ou já deu os primeiros passos, quanto para empreendedores conhecerem quais são as "melhores-praticas" de investidores-anjo experientes e o que eles esperam. Ligue seus alto-falantes e aproveite...

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