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quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Quais são os sinais de que minha ideia irá decolar?


O últimos anos foram de grandes avanços para o empreendedorismo brasileiro. Com maior apoio do poder público, o surgimento de aceleradoras, acesso ao capital financeiro vindo de investidores-anjo e fundos de risco, o número de empreendedores e de startups crescendo consideravelmente.
Isso também trouxe à tona uma série de questionamentos por parte dos novos empreendedores que, muitas vezes por despreparo, acabaram não conseguindo levar suas empresas ao sucesso. Um dos problemas enfrentados foi a falta de maturidade em reconhecer quais métricas são realmente importantes para determinar se uma ideia está dando certo ou não. Desta forma, muitos acham que o crescimento em suas redes sociais, acessos ao site ou menções na mídia são tão importantes quanto o número de vendas concretizadas, Churn Rate (índice de cancelamento de clientes) e outras taxas de crescimento.
Em um ambiente de incertezas como o das startups, conhecer os sinais que indicarão se sua ideia irá ou não decolar é fundamental para os rumos do negócio, seja para adequar ou mesmo mudar a proposta inicial. Sobre esses sinais é que iremos nos aprofundar nos próximos parágrafos. Acompanhe:

Modelo de negócios testado e comprovado

O principal desafio de uma startup é testar e validar o seu modelo de negócios até encontrar o momento em que ele seja repetível e escalável. Para isso, é preciso que o produto ou serviço pensado e desenvolvido pelo time encontre um mercado grande o suficiente para se tornar lucrativo.
Na prática, é fundamental desenvolver um MVP (Minimum Viable Product), um conjunto mínimo de funcionalidades em seu produto ou serviço que sirva como levantamento de dados para validação do modelo de negócios, que inclui mercado, perfil de clientes, dentre outras questões. Com ele, você levantará uma base de dados sólida para avaliar necessidades de adequações e até mesmo verificar se a sua ideia irá decolar!
Se houver cada vez mais pessoas aderindo à oferta ou demonstrando interesse em sua solução, que pode vir através do preenchimento de um formulário, por exemplo, logo subentende-se que ela possui uma maior probabilidade de dar certo.

Taxa de crescimento constante

É difícil determinar uma taxa de crescimento que funcione como regra para startups. Cada segmento e cada ideia pode ter sua própria taxa de acordo com a maturidade da empresa e do mercado em que ela está inserida.
Ainda assim, é possível desenhar um cenário que aponte se sua ideia irá decolar ou não. A aceleradora Y Combinator, umas das mais famosas do mundo e que já “hospedou” Dropbox e Airbnb em sua cartela de startups investidas, defende que uma startup está no caminho certo para o sucesso quando cresce entre 5 e 7% por semana. Do contrário, é preciso voltar para a “prancheta”, avaliar a situação atual e até mesmo redesenhar o modelo. A realidade brasileira pode tornar esses números um pouco mais flexíveis, mas permite que consideremos que uma startup deve manter uma taxa de crescimento constante mais alta que a das empresas tradicionais.

Conversões maiores que a média do mercado

As conversões de uma startup talvez sejam as taxas mais fáceis de serem medidas. Em geral, são dados disponíveis através de ferramentas de análise que permitem entender a aceitação da sua ideia, que podem vir não apenas com contratos fechados, mas também com formulários de interesse preenchidos, leads gerados, dentre outros. Um exemplo de validação de ideia que vale referenciar é o do Dropbox. Antes mesmo de recorrerem aos investidores, a empresa desenvolveu uma landing page que visava verificar a aceitação do mercado à proposta a partir do cadastro de interesse dos potenciais usuários, sem que eles soubessem que ainda não havia um serviço desenvolvido. Com os dados em mãos, eles não apenas tiveram a certeza de como a ideia iria decolar como também conseguiram fundos de investimento para tirá-la do papel.


Conseguir encontrar o caminho do crescimento é um dos maiores desafios de todo empreendedor, principalmente entre aqueles que se aventuram com o seu primeiro negócio. É muito importante saber quais os indicadores, sejam eles qualitativos ou quantitativos, são realmente importantes, mas é fundamental também pedir ajuda para enfrentar essa jornada. Para isso, seus investidores, mentores e colaboradores podem ser bastante úteis. Caso tenha dúvidas, você pode também recorrer aos comentários abaixo. Podemos esclarecê-las e até mesmo passar instruções em nosso próximo encontro aqui no blog!
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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Como liderar uma reunião com seu conselho

Objetividade: esta é a palavra de ordem e que deve imperar nas reuniões de conselho de sua startup. Isso porque, assim como todas as ações da empresa nesta fase, tudo precisa ser ágil - tanto do ponto de vista da tomada de decisões quanto da otimização do tempo voltado à produtividade. Portanto, planejar e definir as pautas a serem discutidas é primordial para que estas reuniões cumpram o seu papel.
Por uma questão cultural, englobada por burocracias e grande nível hierárquico nas organizações convencionais,  é comum ao empresariado brasileiro esta falta de objetividade. Dá-se muita margem para a informalidade exacerbada, má organização dos pontos a serem abordados, falta de planejamento e, muitas vezes, é comum que os envolvidos se percam em assuntos secundários.
Para que a reunião de conselho da sua startup não siga esta linha, abaixo listamos 6 dicas para que este cenário não se torne parte da cultura de sua empresa, tornando-as mais objetivas e, assim, gerando melhores resultados para o seu negócio!

1.Planejamento é fundamental: defina o que será dito e a ordem das pautas abordadas

Antes de entrar para a sala de reunião é importante ter todas as pautas definidas e elencadas por ordem de prioridades. Isso porque, mesmo com o planejamento e esforços pela objetividade, algo pode acabar rendendo mais discussão do que o esperado. Ao tomar esta atitude, você garante que o imprescindível não será postergado.
 Alguns aspectos que devem ser levados em consideração neste processo que antecede estas reuniões: as interdependências entre pautas, o grau de importância e a necessidade de tempo para discussão que cada uma poderá consumir. Para assuntos mais densos, é importante, inclusive, destrinchar os subtópicos para abordagem, seguindo os critérios considerados para os temas centrais.

2.Garanta um ambiente confortável, leve e respeitoso

O líder da reunião deve ter em mente que quanto mais natural e leve for a reunião, mais à vontade todos ficarão. Por isso, mais eficaz e eficiente ela será. Portanto, além de se preocupar com o ambiente físico, garanta alguma descontração (comedida), determine o tempo de discussão para cada assunto e evite que haja fuga da pauta retomando a liderança de forma sutil.

3.Comece sempre pela apresentação e comparação dos resultados

Em geral, a pauta mais esperada em reuniões de conselho é aquela referente à apresentação de resultados. Isso porque, a partir deles, será possível tomar decisões mais certeiras sobre os próximos passos da sua startup. Portanto, começar por ela irá eliminar a ansiedade, a especulação e, muito possivelmente, servirá de influência nas pautas seguintes.
Quanto maior a variedade das informações apresentadas melhor, desde que elas sejam de fato relevantes. Portanto, em sua preparação para a reunião, atente-se ao cruzamento dos dados das maneiras mais diversas possíveis, levando informações já consolidadas. Para isso, não se esqueça de incluir comparativos entre períodos para um entendimento mais real sobre estes resultados. Apresente gráficos e relatórios de modo que os indicadores de performance fiquem claros e autoexplicativos.

4.Limite a reunião a uma hora e trinta minutos de duração

É comprovado por estudos que estas reuniões não podem ter duração superior a uma hora e trinta minutos. Isso porque, após este tempo, o nível de dispersão e impaciência aumenta consideravelmente, o que tende a influenciar negativamente as tomadas de decisões. Por isso, tente enquadrar todos os assuntos em um período próximo ao indicado, garantindo a produtividade e a geração de ideias.

5.Não tolere adversidades de cunho pessoal durante a reunião

O líder deve estar preparado para intervir sempre que perceber que as discussões estão sendo motivadas por preferências pessoais, como empatia, questões ideológicas e até mesmo disputa de ego entre os participantes. É preciso ter pulso firme! Por isso, todo e qualquer tipo de atitude que indiquem este posicionamento entre os integrantes deve ser banida.

6.Garanta a democracia

Tanto nas discussões quanto nas decisões propriamente ditas, é preciso garantir que a democracia impere. Ou seja, deve ser dada a palavra a todos aqueles que desejem expor sua opinião e argumentos, assim como as decisões devem ser tomadas levando em consideração o desejo da maioria - ou conforme a distribuição do grau de importância de cada participante do conselho.

Estas são algumas dicas que podem auxiliar na árdua tarefa de liderar uma reunião de conselho. Seguindo-as, possivelmente o resultado será surpreendentemente melhor do que os obtidos em reuniões sem estes cuidados.

E em sua startup, quais são as maiores dificuldade neste tipo de reunião? Compartilhe-as conosco através dos comentários! Vamos criar uma troca de informações em prol da eficiência de gestão e crescimento.

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segunda-feira, 13 de julho de 2015

Tive uma Grande Ideia - O que eu Faço?



Por Cassio A. Spina

A inspiração deste artigo vem de muitos contatos que recebo de aspirantes a empreendedores, assim, compilei abaixo as principais dicas para quem quer se tornar um empreendedor, mas ainda não sabe por onde começar:

  1. onde encontro um investidor? Não procure um investidor ainda – lembre-se que investidores procuram empreendedores que já tenham demonstrado minimamente sua capacidade de execução, pois isto é mais importante que a ideia em si. Assim, primeiro você deve começar a transformar sua ideia em algo concreto, para que então possa chamar a atenção de investidores.
  1. Mas se eu não tenho recursos financeiros como faço? Bom, você deve demonstrar que mesmo não tendo muitos recursos, consegue realizar algo. Lembre-se que o valor do seu negócio estará na sua execução e não na ideia. Existem milhões de boas ideias e muitas  repetidas; não se iluda em achar que só você teve esta ideia genial.
  1. Como faço então? Bom, você deve tentar fazer uma poupança com seu trabalho para juntar recursos mínimos para investir na ideia, mesmo que isto signifique abrir mão de outras coisas que gostaria de ter neste momento. Você deve ser o primeiro investidor na sua ideia, pois os investidores querem ter sócios e não “empregados”. Além disto, deve procurar alguém para ser seu sócio empreendedor, que complemente suas competências e conhecimentos, pois se  demonstrar que conquistou alguém para trabalhar junto com você, mesmo que ele/ela não ganhe nada no começo além de participação societária, é uma demonstração importante de que seu negócio é atrativo.
  1. Ah, mas tudo isto é muito difícil, juntar dinheiro, arranjar um sócio que trabalhe comigo sem ganhar; o investidor não pode fazer isto por mim? Bom, se o investidor for fazer o seu trabalho, ele não precisaria de você; novamente lembre-se que apenas ter uma boa ideia não significa muita coisa (sei que você pode pensar diferente, mas não se esqueça que milhões de outras pessoas também tem boas ideias). Lembre-se também que empreender não é fácil, pelo contrário, é muito difícil e este será o seu primeiro teste de muitos. Assim, se está com dúvidas se deve ou não empreender, este é o momento certo para pensar bem, pois não poderá ter qualquer receio, uma vez que   enfrentará várias outras dificuldades.
  1. Ok, e depois que consegui juntar algum dinheiro e arranjar um sócio? Bom, ainda não é o momento de buscar um investidor, antes, você deve  executar alguns passos importantes, como:
    1. Conhecer bem o mercado que irá atuar, incluindo seus concorrentes diretos e indiretos.
    2. Elaborar um protótipo (para produtos) ou prova de conceito (para serviços).
    3. Apresentar este protótipo/prova de conceito para potenciais clientes e tentar captar intenção de contratar os mesmos ou se possível até já fazer vendas iniciais.
    4. Fazer um planejamento das ações que  executará, os resultados (qualitativos e quantitativos) que espera obter e os recursos (humanos e financeiros) que  precisará. 
  1. Perfeito, então chegou a hora de buscar um investidor? Se você já fez tudo que era possível (e mais um pouco) com os recursos humanos e financeiros que conseguiu, está quase, precisa apenas preparar um apresentação (Pitch e o Deck) para começar a buscar investidores, para isto, você deve estar bem preparado, conhecendo como funciona todo processo de investimento anjo e como isto é bem extenso, não caberia em um único artigo, escrevi 2 livros para te ajudar: o “Investidor Anjo – Como Conseguir Investidores para seu Negócio” (vide www.InvestidorAnjo.net ) e o “Dicas e Segredos para Empreendedores (vide www.AnjosdoBrasil.net/Pitch ).
Lembre-se que investidores estão em busca de boas oportunidades de investimento e claro que sempre vão escolher as melhores, assim, você deve estar o mais bem preparado para conseguir atrair a atenção dos mesmos.


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quinta-feira, 2 de julho de 2015

3º Congresso de Investimento Anjo, da Anjos do Brasil


A terceira edição do Congresso promovido pela Anjos do Brasil apresentou um panorama do cenário atual de investimento anjo, tendências e boas práticas nacionais e internacionais da atividade.
A programação teve início com o pré-congresso, realizado no dia 23 de junho, com capacitações para investidores, sobre diversos temas inerentes ao investimento-anjo.
No dia 24 de junho, o Congresso iniciou com uma palestra de Rodrigo Menezes, da Derraik&Menezes, orientando o público presente sobre Cross Border, o investimento em oportunidades de outros países, e o investimento de investidores estrangeiros no Brasil e as formas como eles podem acontecer.
Em seguida Cassio Spina apresentou o cenário atual de investimento anjo no Brasil e a comparação com alguns dados internacionais, indicou o potencial de crescimento e a importância dessa modalidade de investimento, reforçou as mudanças necessárias para que a atividade possa crescer, somado a exemplos de políticas governamentais utilizadas em outros países.
Na sequência o Ministro Aldo Rebelo, reafirmou o compromisso com empresas inovadoras. O ministro reforçou que o MCTI “irá criar todas as condições” para um ambiente favorável aos investimentos-anjo. “A inovação é elemento dinâmico, decisivo, e hoje, cada vez mais presente nos processos de desenvolvimento da economia do mundo e das nações. A capacidade de inovar está diretamente ligada à capacidade da economia de ampliar as oportunidades de trabalho, gerar empregos, rendas e tributo de alta tecnologia”, disse.
Gilberto Sarfati, da Fundação Getúlio Vargas, apresentou os resultados da pesquisa realizada sobre ‘O Risco macroeconômico e a percepção do investidor anjo’, com a interessante conclusão que a maior parte dos investidores-anjos respondes pretende manter ou aumentar os investimentos em novos negócios em 2015-16.
Com palestrantes vindos do Canadá, Yuri Navarro, e Estados Unidos, Jim Connor, Humberto Matsuda conduziu o painel sobre ‘Investimento Anjo no Mundo’, ambos os palestrantes concordaram em muitos aspectos relacionados às práticas dos investidores anjo, como diversificação de portfólio, reserva de orçamento para rounds futuros, aprendizado contínuo, suporte aos empreendedores investidos, ações do governos para incentivar a atividade ‘anjo’.
Para falar sobre as ‘Tendências de Investimento Global’, Andrea Chamma, VP do Merril Lynch, apresentou interessantes previsões sobre o perfil dos investidores, o cenário atual e a expectativa de avaliação do comportamento dos mercados e os temas com maior procura em relação à investimentos futuros como segurança de dados, obesidade e bem estar, energias renováveis e millenials.

Paulo Andrez da EBAN, inspirou os palestrantes e o público com sua franca explanação sobre como enfrentar as desculpas fornecidas pelos governos para não apoiar o investimento anjo, com base em exemplos de sucesso criados em diversos países da Europa.

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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Manifesto 2015 - Movimento Empreenda



Aprendizado contínuo é fundamental para melhores resultados, tanto para investidores quanto para empreendedores.  Compartilhamos o Manifesto Empreenda 2015, do Movimento Empreenda, programa que busca encorajar e capacitar o empreendedor brasileiro.
Investidores anjo buscam startups com mercado amplo e potencial de escala com eficiência de custos. Um dos fatores que mais atrai interesse é o potencial de atingir o mercado mundial. Estamos precisando de mais startups que tenham visão de escala global.
O Manifesto 2015 reforça este ponto e incentiva empreendedores a levar seus projetos a atender demandas globais.
Leia o Manifesto Empreenda 2015 abaixo e visite a comunidade do Movimento Empreenda.

É hora de pensar grande.

O tamanho de nosso país, quase um continente, não pode definir as fronteiras dos negócios.

Empresas nascem para crescer, conquistar territórios e novos consumidores.

Estejam eles por perto ou a centenas de quilômetros.

Hoje, transações acontecem em qualquer língua, a toda hora e em qualquer lugar.

Mercados não são mais locais, e sim globais.

E neles circulam mais de sete bilhões de pessoas.

Todas conectadas.

É hora de mostrar que os produtos e serviços made in Brazil têm competitividade e criatividade.

E, por isso, valem muito.

Assim como tem muito valor a capacidade de inovação dos brasileiros.

Uma nação de empreendedores não deve estreitar seus limites.

E nem se acanhar diante de crises e casos de corrupção.

Porque, daqui a pouco, esses episódios também serão passado.

A economia é feita de ciclos incessantes, que vêm e vão.

Os bônus que nos foram dados são passageiros também.

É preciso agarrar, agora, a chance de ser um player do tamanho que merecemos.

O país não pode desperdiçar a exuberância demográfica, a vitalidade dos jovens empreendedores e as novas janelas de oportunidade que se abrem em todos os continentes.

É hora de simplificar regras. Enxergar longe. Explorar o novo.


E exportar.

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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Como Se Aproximar de Seus Heróis



Os heróis são aquelas pessoas que admiramos, respeitamos e até mesmo seguimos. Eles têm muito a nos ensinar e, por isso, é sempre bom tê-los por perto. Infelizmente, nem sempre isso é possível. Afinal, grandes ídolos comuns a muitos empreendedores estão distantes ou com agendas lotadas.
Eles podem ser empreendedores, investidores ou mesmo colegas de profissão. O que realmente o torna um de seus heróis é a capacidade de compartilhar experiências de aprendizado válidas e que agregam muito para você, seja em questões de negócios, inovação, posicionamento ou visão de mercado. Por isso, é sempre importante tentar aproximações relevantes para estreitar o relacionamento ou mesmo absorver tudo o que eles tem a ensinar. Para ajudá-lo nesta tarefa, selecionamos algumas dicas valiosas. Confira!
Acompanhe o conteúdo que eles produzem e interaja de forma sábia
É bastante comum a empreendedores e investidores de sucesso - os seus heróis - terem um canal de promoção de imagem atrelado ao conhecimento que possuem. São blogs, perfis e páginas em redes sociais. Para iniciar esta aproximação e ainda absorver tudo o que eles têm a ensinar, o primeiro passo é acompanhar estes canais. Assine o RSS Feed dos blogs, siga os perfis e curta as páginas nas redes sociais. Sempre que possível, interaja de forma inteligente, seja com perguntas relevantes – afinal, caso contrário suas chances de receber um retorno serão imediatamente descartadas - ou mesmo compartilhando o conteúdo por eles publicado. Seja engajado, mas com moderação para não causar uma reação avessa ao seu objetivo!
Frequente eventos relevantes onde eles estarão
Seminários, palestras, webinars, cursos, entrevistas... Não importa qual seja o evento. Se puder estar lá, vá! Pessoas influentes estão sempre entre os convidados das melhores ocasiões do mercado. Garanta sua presença, absorva todo o conhecimento que puder, aproveite para fortalecer o networking e, claro, interagir com o seu herói.
Para isso você pode realizar perguntas ao final das apresentações, cumprimentá-los após o evento e até mesmo trocar cartões de visita. Mas lembre-se: independentemente da forma de contato que você faça, seja relevante! O tempo desses profissionais é curto. Por isso, tenha sempre um elevator pitch sobre o que pretende abordar, mesmo que seja apenas um agradecimento pelo conhecimento compartilhado ou uma possibilidade de troca de ideias. Objetividade fará a diferença.
Tente se aproximar através de sua rede contatos
Quando se fala sobre a importância de construir uma rede de relacionamentos sólida (network), não é em vão. Pessoas podem levá-lo a outras pessoas altamente estratégicas para você ou para o seu negócio. Podem apresentar-lhe novos heróis, parceiros, mentores e investidores que tenham a ver com a sua necessidade. Neste contexto, se um de seus contatos possui um relacionamento com alguém de seu interesse, tente a ponte através delas. Para isso, vale frisar a necessidade da objetividade e de ter o seu elevator pitch “na manga”. Ninguém o apresentará sem um propósito realmente válido, assim como ninguém o atenderá sem que você exponha um objetivo claro. Esteja preparado!
Existem diversas formas de se aproximar de seus heróis. É preciso levar em consideração as possibilidades e optar pela mais apropriada para conquistar o seu objetivo!
E você, conhece alguma outra técnica para aproximar desses heróis? Complemente nossa lista através dos comentários abaixo!

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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Dicas sobre Investimento Anjo de Paulo Andrez - Presidente Emérito da EBAN



Aprender é um processo contínuo, fator importante e que contribui para alcançarmos sucesso naquilo que realizamos. Como investidor anjo isso não é diferente. O investimento anjo no Brasil ainda é uma modalidade recente, e aprender com cases de investidores com muita experiência pode contribuir para descobrir novas formas de atuação, quais são as melhores práticas e possíveis erros a serem evitados.

Pensando nisso, compartilhamos o trecho (em tradução nossa) de uma entrevista dada por Paulo Andrez, investidor anjo em mais de 12 empresas, que, em 2012, recebeu o prêmio de "Melhor Investimento Anjo Europeu". Andrez é presidente Emérito da EBAN (European Trade Association for Business Angels, Seed Funds, and other Early Stage Market Players), além de atuar em diversas outras entidades relacionadas à investimento anjo na Europa.

O que o levou a se tornar um investidor anjo?
Como sempre trabalhei em empresas que criei ou co-fundei, eu era frequentemente procurado por diversos empreendedores em busca de conselhos. Em alguns casos, gostava dos empreendedores e dos projetos, mas não conseguia investir já que estava dedicado às minhas próprias empresas. Em 2006, eu finalmente estava disponível para me tornar um investidor anjo e começar a procurar por deals e fazer investimentos.

Qual foi a sua saída de maior êxito?
Foi a Novabase, uma vez que nós investidores conseguimos fazer o IPO na bolsa de valores Euronext, com uma capitalização de mercado que superou de longe a meta de 100 milhões de euros.

Na sua opinião, quantas empresas um investidor anjo pode ter em seu portfólio para ser capaz de administrá-las com sucesso?
Para cada investidor anjo que você fizer essa pergunta, receberá respostas diferentes. Isto depende de quão profundamente envolvido com suas empresas do portfólio o investidor anjo quer estar, se o investidor quer fazer co-investimentos com outro investidores ou não, como é o deal flow dele...

É claro que se alguém está começando a investir em startups, eu recomendaria fortemente a fazer os primeiros investimentos em syndication com investidores anjo mais experientes. Redes de investidores anjos como a EstBan (Rede de investidores anjo da Estônia) tem papel fundamental em apoiar estes novos anjos a entrarem no mercado.

Apesar do fato de eu acreditar nos benefícios da diversificação, eu também não acredito em diversificação maciça. Eu tendo a investir uma quantia maior em menos companhias, que investir menos em mais companhias. A razão é que meu dia tem somente 24 horas, e eu preciso dormir e estar com minha família por algumas dessas horas. E para o investimento anjo ser divertido, você tem que estar envolvido com as start-ups.

Caso eu invista em 60 empresas, 50 000 euros em cada, isso poderia significar que eu dificilmente dedicaria 45 minutos por semana em cada uma dessas empresas. Então prefiro investir em 6 empresas, 500 000 euros em cada. Também faço alguns (mais passivos) investimentos em syndication com outros anjos, mas com uma proporção menor de investimento alocado.

Você pode dar um exemplo da estratégia de menos investimentos porém mais significantes?
Em 2009 eu investi em uma start-up chamada United Resin (uma empresa inovadora de resina), 500 000 euros em equity e um pouco mais em loan, junto com dois grandes empreendedores e um outro investidor anjo. Essa empresa construiu sua premissa em 2010. Em 2011, o primeiro ano de produção total, suas vendas alcançaram 25 milhões de euros. Eu dediquei muito tempo ajudando os empreendedores nestes 3 anos. Se eu tivesse mais outros 20 ou 30 investimentos, provavelmente não teria sido capaz de dedicar tanto tempo neste investimento, e provavelmente não teria tido tanto sucesso com essa empresa. Entretanto, alguns anjos parecem ter êxito investindo em 30 ou 40 empresas. Não há apenas uma estratégia correta.



Paulo Andrez fará uma palestra no Congresso de Investimento Anjo da Anjos do Brasil dia 24 de junho de 2015. Para se inscrever clique aqui.

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