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quinta-feira, 25 de agosto de 2016

Mútuo Conversível - Sofisticando ferramentas para o investidor anjo

O Brasil é um país empreendedor. Só nos primeiros três meses deste ano foram abertas 516 mil novas empresas no Brasil. É o maior número registrado desde 2010. Além disso, segundo o Global Entrepreneurship Monitor (GEM), de cada dez brasileiros, três têm a própria empresa.

A dificuldade de acesso ao crédito e a oportunidade de investimento em negócios que podem ser o próximo “unicórnio” despertaram o mercado brasileiro para o investimento anjo. Neste modelo, os anjos investem capital próprio em empresas em estágio inicial com alto potencial de crescimento.

Dentre as estruturas viáveis ao investimento anjo, diante do atual cenário regulatório e do “risco Brasil”, destaca-se o mútuo conversível em participação societária.


Esse instrumento permite ao investidor realizar aporte de recursos na empresa alvo com o benefício de aguardar o melhor momento para se tornar sócio, transformando o empréstimo em capital social.

Deve-se estar atento às regras e prazos de conversão do mútuo, que podem ser automáticas ou por iniciativa das partes.

Merecem destaque, e devem ser bem negociadas, cláusulas de retenção de talentos na empresa investida, proteção da propriedade intelectual e transparência no fornecimento de informações corporativas ao investidor. Tudo isso com o objetivo de proteger o investidor anjo e assegurar o compromisso de que os principais ativos permaneçam na empresa investida: os próprios empreendedores e a propriedade intelectual desenvolvida.

Embora ainda seja desconhecido o entendimento das cortes brasileiras sobre o tema, o instrumento de dívida conversível, ferramenta usual das sociedades anônimas, ganha espaço nas sociedades limitadas, viabilizando ao investidor anjo e às empresas de menor porte uma alternativa mais sofisticada de investimento e, ao mesmo tempo, compatível com a natureza da operação.

Para mais detalhes sobre essa estrutura de investimento, acesse o Guia de Investimento Anjo& Documentos Legais.

Por Priscila Titelbaum, sócia da NeoLaw

O conteúdo deste texto, incluindo comentários, informações, opiniões e pontos de vista é de total responsabilidade do colaborador(a) que o assina. O colaborador(a) o faz voluntariamente, sendo o único responsável pelos conteúdo expressos em suas contribuições. Textos de colaboradores(as) não refletem necessariamente o ponto de vista e/ou opiniões do Anjos do Brasil

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

ACORDO DE SÓCIOS

POR QUE FIRMAR ESSE DOCUMENTO NO SEU PRÓXIMO INVESTIMENTO-ANJO

Como reduzir o risco de que um investimento-anjo dê errado?  Dizer que o investimento-anjo é uma modalidade de investimento de (alto) risco é cair no lugar comum. Ao mesmo tempo, não seria verdadeiro dizer que não é possível reduzir o risco de que o investimento dê errado, pois há uma série de instrumentos jurídicos que permitem garantir maior liquidez ao investimento e poder de influência do investidor nas empresas investidas. E essa não é uma preocupação recente.

Uma rápida digressão histórica sobre a origem da expressão venture capital (gênero do qual o investimento-anjo é espécie) auxlia nessa investigação. palavra venture é inglesa, mas vêm do francês arcaico, auenture, palavra que deu origem a palavra aventura no português e adventure em inglês. Em 1580, surge o primeiro uso da palavra venture para designar uma empreitada empresarial (a expressão venture capital só seria registrada no período da 2a Guerra Mundial). Essa época, marcada pelas Grandes Navegações, marcou o início do direito societário moderno, com o desenvolvimento de institutos jurídicos consistentes para proteger o patrimônio dos primeiros investidores em aventuras empresarias de grande risco, ao mesmo tempo em que permitiam o financiamento desses empreendimentos com a criação das primeiras companhias.

Atualmente, um dos instrumentos mais utilizados para resolver essa balança de interesses é o Acordo de Sócios. Documento particular previsto em lei e fruto de uma prática consuetudinária de séculos, é assinado entre os sócios ou acionistas de determinada sociedade, visando regular interesses individuais dos sócios, regras de governança corporativa e procedimentos para transferências de participação societária, entre outros assuntos. Na medida em que a lei brasileira possui disposições bastante amplas a respeito dos direitos e deveres dos sócios e acionistas em uma sociedade, o Acordo de Sócios garante a formalização e a exequibilidade de diversas negociações e acordos orais realizados ao longo das negociações sobre a constituição e o investimento em uma empresa.

Entre os diferentes objetivos por trás de um Acordo de Sócios, destacamos dois. O primeiro é garantir a liquidez do investimento realizado, por meio de mecanismos como a preferência de recebimento na liquidação da sociedade, o recebimento de dividendos, o direito de preferência na aquisição de novas quotas ou ações da sociedade e o direito de adesão à venda realizada pelos sócios controladores. Outro objetivo é garantir ao investidor voz e participação nas decisões relevantes da sociedade, seja por meio de um poder de veto em determinadas matérias de competência da assembleia geral dos sócios, seja por meio de um representante no conselho de administração da empresa.


Para servir de referência às melhores práticas do mercado, o modelo de Acordo de Acionistas preparado pelo Baptista Luz Advogados para o projeto de documentos legais da Anjos do Brasil é um excelente ponto de partida para o investidor que deseja conhecer um pouco mais da terminologia, dos principais instrumentos e das características centrais de um acordo desse tipo na fase de investimento-anjo. Importante sempre consultar um advogado ou advogada de confiança para aprofundar-se mais no assunto nos casos concretos.


Pedro Ramos, da Baptista Luz Advogados

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Baixe  o Guia gratuitamente através do link: http://anjosdobrasil.net/guia

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

As dicas preciosas de um empreendedor experiente do Silicon Valley para investidores anjo brasileiros

No Congresso de Investimento Anjo de 2016 recebemos palestrantes do Silicon Valley, o ambiente mais inovador em startups no mundo. Um deles foi Paul Russo, investidor anjo do Band of Angels e conselheiro de diversas startups. Em entrevista, ele comentou suas percepções sobre o ecossistema empreendedor brasileiro e também deu dicas aos investidores anjo do país.

Paul Russo no Congresso de Investimento Anjo da Anjos do Brasil em 2016

“Um dos maiores problemas é que muitos dos investidores anjo vieram de grandes empresas, então eles não estão acostumados com a cultura empreendedora”, comentou. Segundo Paul, a cultura empreendedora é bastante diferente e os investidores anjo, principalmente aqueles que estão acostumados com a cultura das grandes empresas, precisam se aproximar dela para entender o seu funcionamento e suas peculiaridades.
As dicas de Paul Russo para quem já é investidor ou para quem pretende se tornar você lê a seguir!
  •  Estabeleça conexões

Estabeleça relações próximas com o Silicon Valley porque o este ambiente é único no mundo. Todos são empreendedores e provavelmente 5, 10mil empresas abrem por ano. Também há a coisa cultural no Vale: as pessoas não se aposentam, elas se tornam investidoras anjo e ingressam em conselhos de startups, essa é a nossa aposentadoria e nós gostamos de fazer isso.
Então estabeleça mais comunicação para entender como é feito. Na Band of Angels nós olhamos milhares de empreendimentos, mas nós só investimos em 20 ou 30. E esses 20 ou 30 foram severamente analisados por experts. Não há problema em tornar essas analises disponíveis para os investidores daqui para eles poderem participar em outros bons investimentos e diversificar globalmente.
  • Não espere um retorno tão rápido

Muitos anjos aqui querem retorno muito rápido, mas é a última coisa que nós estamos olhando porque dependendo do tipo de empresa o retorno pode estar há anos de distância. 
  • Não invista em qualquer coisa que apenas funcione

Perseguir tecnologia não vale a pena atualmente. Existe muita tecnologia no mundo. Provavelmente 90% ou mais nunca é usada, nós não conseguimos absorver tudo. Quantas redes sociais você consegue usar? Então o desafio para os anjos é investir na próxima onda de necessidades não em qualquer coisa que funcione.
  • Encontre o CEO certo!
Você precisa avaliar a experiência, atitude mental, e o comprometimento do CEO da startup em que vai investir. Se é alguém que tem paixão e realmente quer ver o negócio obter sucesso. Mas ele também tem que ter a flexibilidade de mudar um pouco a direção conforme o mundo muda. Porque, se em cinco anos o mundo não precisar do que você oferece você está em apuros.


Ficou com vontade de conhecer o principal polo de empreendedorismo no mundo? Se você é investidor não perca a oportunidade de participar da Silicon Valley Mission 2016 e se engajar ainda mais no ecossistema conhecendo o lugar que há mais de 70 anos é um marco de inovação. 

quinta-feira, 28 de julho de 2016

GeekHunter recebe investimento anjo

Mais uma startup brasileira acaba de receber investimento anjo. A GeekHunter, cuja missão é encontrar as mais desejadas oportunidades de trabalho, acaba de receber um aporte de investidores da rede Anjos do Brasil, instituição de fomento ao investimento anjo no Brasil e apoio ao empreendedorismo, e da Rede de Investidores Anjo (RIA) – Santa Catarina, uma iniciativa da AssociaçãoCatarinense de Empresas e Tecnologia (ACATE) em conjunto com a Anjos do Brasil. O projeto foi apresentado no primeiro fórum de investimento realizado em Florianópolis por estas redes, no qual também participou a Conpass, que também recebeu aporte dos investidores anjo.

A empresa criou uma plataforma, atualmente focada em profissionais na área de TI, que testa e seleciona os melhores desenvolvedores de software do mercado e os conecta com empresas de tecnologia. No site http://geekhunter.com.br, tanto candidatos quanto empresas podem se cadastrar. Além disso, o usuário ainda pode indicar um amigo na área “indique um geek”. Depois de se cadastrar, o perfil do candidato é analisado por algoritmos de machine learning, e, se aprovado, o usuário recebe um teste de lógica/programação, junto com instruções para a gravação de um vídeo sobre a sua carreira profissional. Por último o usuário pode receber o convite de empresas contratantes interessadas no seu perfil para realizar uma entrevista final.


Equipe GeekHunter foto:acervo pessoal


Com mais de 200 empresas cadastradas no site, a ideia que pretende otimizar processos seletivos nasceu em 2015 e agora com o investimento, a ideia é aplicar o capital em tecnologia com melhorias no software da GeekHunter focado no sistema de indicação via Machine Learning e também na área comercial, com foco em estrutura comercial para aquisição de novos clientes.

Os empreendedores também veem mais do que o capital no investimento anjo. “Acreditamos muito na contribuição dos investidores em aspectos como conexões no mercado, assim como definições estratégicas em conjunto”, comentou Tomás Ferrari da GeekHunter que vê na soma de capital e mentoria uma alavanca de crescimento para a empresa.

quinta-feira, 21 de julho de 2016

Term Sheet - Como essa ferramenta pode auxiliar a sua negociação?

Dando continuidade a nossa série especial do Guia de Investimento Anjoa&Documentos Legais, o texto de hoje aborda uma das ferramentas de referência do Guia: o term sheet. E quem explica melhor as funções desse documento e seu uso é o Pedro Ferreira da Derraik & Menezes Advogados, nosso parceiro no desenvolvimento do Guia.

Term Sheet
term sheet (ou memorando de entendimentos) é um documento, em geral não vinculante (ou seja, as partes podem não fechar o negócio ou até mesmo renegociar os termos), que costuma ser assinado pelas partes no momento inicial das negociações. Este documento traz as premissas básicas do investimento e servirá como um ponto de partida para a elaboração dos documentos definitivos da negociação.
É importante que as partes estejam cientes das expectativas que cada um tem em relação ao negócio. É aí que entra o term sheet. Ele formaliza – de forma não vinculante – certos direitos e condições mínimas para ambas as partes, pontos que sejam vitais tanto para o investidor quanto para o empreendedor. Assim, evita-se que as partes possam eventualmente investir muito tempo em um processo de investimento para descobrir lá na frente que algumas premissas não estão alinhadas.
As principais cláusulas de um term sheet costumam ser: (i) Tipo de investimento a ser feito (se por dívida ou participação direta); (ii) condições precedentes; (iii) estrutura do negócio; (iv) direitos do investidor, como, preferência na liquidação, lock-up, direito de preferência, governança na investida, entre outros; (v) confidencialidade; e (vi) exclusividade.

O modelo de term sheet apresentado foi elaborado com base em nossa experiência e reflete aquilo que costumamos ver com maior frequência na prática, sendo um guia para as partes se familiarizarem com os termos e tipo do documento, auxiliando-as no momento de negociação deste contrato. Sempre consulte um advogado para ajudar na adequação do documento à realidade do seu caso.
Pedro Ferreira, da Derraik & Menezes Advogados
O conteúdo deste texto, incluindo comentários, informações, opiniões e pontos de vista é de total responsabilidade do colaborador(a) que o assina. O colaborador(a) o faz voluntariamente, sendo o único responsável pelos conteúdo expressos em suas contribuições. Textos de colaboradores(as) não refletem necessariamente o ponto de vista e/ou opiniões do Anjos do Brasil

Baixe  o Guia gratuitamente aqui!

quinta-feira, 14 de julho de 2016

Introdução ao Guia de Investimento Anjo

Começamos hoje uma série especial de posts no nosso blog que ao longo das próximas semanas vai apresentar o Guia de Investimento Anjo & Documentos Legais. Nosso objetivo é esclarecer suas funções e usos, além de abordar as ferramentas de referência presentes no Guia. 

O primeiro texto é de Carolina Strobel, managing consul da Intel Capital para América Latina, e traz as principais motivações desse grupo responsável por desenvolver o instrumento e também a importância desse Guia para investidores e empreendedores brasileiros.  Boa leitura!

O guia é um documento que pretende desmistificar o investimento anjo no Brasil, facilitando a interação entre o  empreendedor e o investidor, esclarecendo e discutindo conceitos básicos da indústria, como: terminologia, documentação e estruturação, além de  oferecer conselhos práticos sobre a escolha do investidor e  a manutenção de um relacionamento  saudável entre as partes.

Este "manual" também ajuda a redimir dúvidas conceituais e de mercado, além de nivelar o conhecimento entre as partes. Dentro do guia, links direcionam o leitor para modelos  de documentos essenciais, a fim de que o  conceito seja também observado na prática. Sugestões de: lista de análise jurídica - "due diligence", memorando de investimentos - "term sheet", contrato de empréstimo conversível, nota promissória e acordo de acionistas, foram cuidadosamente desenhados para educar o leitor e ilustrar algumas das possibilidades e práticas jurídicas do setor. 

Cada investidor, bem como cada empreendedor tem o seu próprio  estilo e  apetite para risco, assim, não existe um investimento igual ao outro. Cada operação é única e exige uma análise cuidadosa por um profissional experiente.  Por este motivo, não se tem a pretensão de estabelecer modelos rígidos. O guia e os documentos, neste caso, servem como base para negociações, esclarecimentos, discussões comerciais e até mesmo acadêmicas, dada a falta de material referente ao tema.


 investimento anjo gera  inúmeros impactos  positivos para a sociedade, criando oportunidades de trabalho e renda, cobrindo uma lacuna importante de fonte de investimento em um momento em que a empresa ainda não consegue alcançar fontes mais "tradicionais" de recursos. Este indispensável fomento à inovação, entretanto precisa ser adequadamente formalizado. Foi com base neste pensamento que o guia, e cada um dos documentos modelo, foi  criado. Na intenção de desburocratizar e simplificar, contribuir para que o processo de investimento seja mais eficiente e rápido. Um guia simples e prático tanto para o empreendedor como para o investidor anjo.

Carolina Strobel, Managing Consul da Intel Capital para América Latina

O conteúdo deste texto, incluindo comentários, informações, opiniões e pontos de vista é de total responsabilidade do colaborador(a) que o assina. O colaborador(a) o faz voluntariamente, sendo o único responsável pelos conteúdo expressos em suas contribuições. Textos de colaboradores(as) não refletem necessariamente o ponto de vista e/ou opiniões do Anjos do Brasil

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quinta-feira, 7 de julho de 2016

Investimento Anjo no Brasil tem potencial de R$1.7 bilhão


 Pesquisa da Anjos do Brasil traz o perfil de investidores anjo brasileiros.

O quarto Congresso de Investimento Anjo, promovido pela da Anjos do Brasil, divulgou os resultados atualizados de uma pesquisa sobre o perfil dos investidores anjo no país e perspectivas para o cenário 2016/2017. Os resultados desta pesquisa são fundamentais para demonstrar a evolução do investimento anjo nos últimos anos, em comparação com a pesquisa anterior realizada em 2014, demonstrando o amadurecimento do mercado, e ao mesmo tempo o impacto da crise econômica nas perspectivas.

Os principais resultados da pesquisa são:

Sexo: A predominância masculina ainda é quase absoluta, representada por 91% do sexo masculino, tendo apenas 9% do sexo feminino. Em comparação com a pesquisa realizada em 2014 quando apenas 5% eram representados por mulheres, a participação feminina quase dobrou em dois anos.

Idade: A idade média dos investidores anjo no País é de 47 anos, sendo a maioria (42%), abaixo dos 45 anos. Os investidores entre 45 a 54 anos somam 38% do total; e os anjos com idade acima de 55 anos somam 20%.

Atividade principal: A principal atividade dos investidores anjos é a de empresários (42% do total), seguida por: executivos (31%), profissionais liberais (7%), investidores e gestores de investimentos (19%);

Tempo de atuação como Investidor Anjo: Os investidores anjo atuam nesta atividade em média há 1,4 anos; 39% atuam há menos de 1 ano; 25% entre 1 e 2 anos; 17% entre 2 e 3 anos; 12% entre 3 e 5 anos; 7% investem há 5 anos ou mais.

Número de investimentos efetuados: 43% dos investidores anjos investiram em mais de um projeto. Apenas 21% investiram em apenas um projeto até a data. A média de investimentos já efetuados ficou em 2,7 projetos;

Montante investido: cada investidor anjo aplicou uma média de R$ 208.426 mil em projetos de startups inovadoras;

Interesses: A pesquisa também levantou os setores de interesse dos investidores. Cerca de 52% dos entrevistados responderam ter interesse na área de TI; 36% em aplicativos para smartphones; 43% em saúde/biotecnologia; 41% em educação; 36% em e-commerce; 37% em energia; 27% em entretenimento e indústria; e 23% em outros setores. Os investidores pesquisados puderam indicar mais de um setor de interesse.

Intenção de investimento nos próximos 2 anos: a quantidade média de investimentos pretendidos nos próximos dois anos é de 4 investimentos, quase o dobro do apurado (2,1 investimentos) na pesquisa em 2014. Sendo que 59% dos investidores pretendem investir entre 2 e 4 projetos; 11% em apenas 1; 21% acima de 5 e 9% em nenhum.

Potencial de investimento: Ao final de 2015, foram contabilizados 7.260 investidores anjos no país, com uma previsão de crescimento de 4% ao ano. Todos esses investidores somam uma intenção de investimentos, para o cenário 2016/2017, de R$234 mil, resultando num total de R$ 1,7 bilhões investidos em startups nesse mesmo período, uma queda significativa com relação a pesquisa de 2014, aonde o potencial indicado chegava a R$ 2,9 bilhões

Se a situação econômica do país influência na decisão de investir: Quando perguntados, 44% responderam que não; 48% responderam que em termos; e 8% disseram que sim.

Conclusões
A pesquisa revela um amadurecimento dos investidores, com um número maior de investidores experientes, tendo mais projetos já investidos e uma previsão superior de investimento.

Apesar de ainda termos perspectiva de crescimento no investimento anjo brasileiro, a crise econômica demonstra ter um impacto na desaceleração desta atividade. São necessários estímulos para que o investimento anjo atinja seu potencial de incentivo e capitalização para startups inovadoras.

Segundo Cassio Spina, fundador e presidente da Anjos do Brasil, “O investimento anjo é um elemento essencial para construção de negócios inovadores, conforme apontado em estudo pela OCDE, assim, sendo extremamente relevante para reversão da situação econômica do Brasil, sendo necessário que todos agentes de governo dediquem atenção para que mais investidores sejam estimulados a aplicar seu capital em startups”.


Para investidores anjos ativos, a participação em redes de investidores é muito importante, tanto pelo contato com outros investidores e com o ecossistema como para encontrar bons projetos para investir.