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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Tudo o que você precisa saber sobre fontes de financiamento



Financiamento é um dos pontos  importantes na vida do empreendedor. A capacidade de conseguir captar dinheiro é o que pode separar o que é apenas uma boa ideia de um negócio de sucesso. Também é o que permite que uma startup se torne uma grande companhia que desperte interesse de outras empresas ou, até mesmo, tenha a possibilidade de abrir seu capital. Confira no post a seguir quais são as principais formas de financiamento para as startups.
Dinheiro próprio
Esta é a primeira e mais comum forma de financiamento, quando o empreendedor aplica um capital próprio na startup. Investir grandes quantias desta forma é uma realidade distante para a maioria dos empreendedores, mas pode ser o ideal quando há dificuldade em vender a ideia para os investidores na fase nascente. Neste caso, é interessante dar uma forma maior ao projeto, inclusive buscando alguma consultoria externa, e o dinheiro do próprio empreendedor pode ser importante neste momento.
Dinheiro de conhecidos
Buscar investimentos de conhecidos é um certo tabu, mas não pode ser descartado como fonte de financiamento. É controverso buscar dinheiro de pessoas próximas porque, muitas vezes, quem está disposto a investir não tem o perfil do seu negócio. Este problema é especialmente crítico quando envolve familiares ou amigos muito próximos, quando as discussões sobre os rumos da empresa podem se misturar às pessoais.
De qualquer maneira, é uma alternativa de financiamento, que pode ser fundamental principalmente antes das primeiras rodadas de investimento, quando ainda está se dando forma à startup, validando a ideia, o mercado e o empreendedor não possui dinheiro próprio para aplicar.
Financiamentos bancários
A forma de financiamento mais comum vem dos empréstimos a juros das instituições bancárias. O empreendedor terá que recorrer a esta modalidade inevitavelmente em alguma fase do desenvolvimento de sua startup. O problema é a dificuldade de se conseguir um empréstimo com juros pequenos quando ainda se está na fase inicial do projeto e não é possível apresentar um histórico ou liquidez ao banco.
Neste caso, a alternativa é buscar agências ou bancos de fomento, como o BNDES e a Finep. Estas instituições oferecem empréstimos a partir de editais, muitas vezes para empresas ainda em estágio nascente. Os juros são baixos ou, no caso da Finep, existem até modalidades de juro zero. A Finep, assim como outras agências de fomento, ainda oferecem editais para financiamento a fundo perdido, desde que sejam cumpridas as exigências..
Capital de risco
O capital de risco, também chamado de venture capital e capital empreendedor, é uma das principais opções para empresas que operam num cenário de muito risco e pouca liquidez, e que têm, geralmente, dificuldades de conseguir financiamento por bancos. O investimento nelas é baseado na sua inovação e no potencial de crescer no curto ou médio prazo e consiste na aplicação de recursos em troca de uma participação acionária. Por esse motivo, ele é classificado como Investimento em Participação.
O capital de risco é dividido em quatro fases, tomando como base o estágio em que acontece o investimento. O angel money tem como origem o chamado investidor-anjo. Ele busca startups na sua fase inicial de desenvolvimento, muitas vezes quando ainda estão no campo das ideias. Sua aplicação financeira, normalmente, é relativamente pequena (entre R$ 50 mil e R$ 500 mil), mas não se limita isso. Muitas vezes o investidor-anjo também investe sua expertise no negócio. Também é muito comum que, após alcançar uma fase mais avançada de desenvolvimento, o investidor-anjo venda a sua participação para fundos ou investidores maiores.
Numa fase um pouco mais avançada da startup - quando já existe uma definição da empresa, do seu produto e até mesmo de clientes - entra o seed capital. Apesar de já estarem um pouco mais consolidadas, as empresas que buscam este tipo de investimento ainda estão numa fase nascente, de muita incerteza, e necessitam de recursos para se estabelecerem no mercado. O investimento médio na fase de seed capital fica entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões. Este tipo de capital (juntamente ao angel money) é o que empreendedores que estão iniciando suas startups devem buscar.
A etapa seguinte costuma ser chamada de venture capital (VC), apesar deste termo também ser usado para descrever todo tipo de capital de risco. Nesta etapa, as empresas já estão bem mais consolidadas e, provavelmente, já até apresentam um bom faturamento. A ideia é prepará-la para uma grande venda, fusão ou abertura de capital e o investimento fica entre R$ 2 milhões e R$ 10 milhões.
Por fim aparecem os fundos de private equity. Aqui, o investimento aparece normalmente na fase imediatamente anterior a uma grande venda (ou fusão) ou pouco antes da abertura de capital (IPO). Os fundos buscam empresas que já faturam dezenas ou até centenas de milhões anuais, por isso os valores são bem superiores a R$ 10 milhões. O objetivo mais comum destes fundos é preparar o negócio para o IPO e vender suas ações neste momento.
O “financiamento das massas”
Uma modalidade de financiamento para startups que ganha bastante força nos últimos anos é o crowdfunding. Ele é normalmente usado na fase nascente da empresa, quando ela ainda está no campo das ideias, o que, neste sentido, guarda algumas semelhanças com o angel money. O conceito é bastante simples: ao invés de buscar um fundo de investimentos para o aporte inicial de recursos, o empreendedor os receberá de um conjunto de investidores que podem aplicar a partir de R$ 100 em alguns casos.
O empreendedor se cadastra no site de equity crowdfunding, posta sua ideia e apresenta um projeto explicando como será o negócio, para que o dinheiro será necessário e quanto precisa para fazer a ideia decolar. É importante buscar um serviço de qualidade, porque nesta fase muitas vezes é necessário aconselhamento sobre a definição do valor a ser captado e do volume de participação que será vendida aos sócios.
Em seguida, os investidores, que estão em busca de boas ideias no site de equity crowdfunding, fazem a aplicação de dinheiro. Caso a empresa prospere, eles poderão ser remunerados por dividendos, quando o capital for aberto ou se houver a compra por parte de outra empresa.
Para obter sucesso nesta modalidade de financiamento é interessante que a empresa busque um lead investor.  É a figura de um investidor, disposto a correr os riscos de levar recursos para um empresa nascente, que também atrairá outros investidores dispostos a aplicar dinheiro numa ideia. Nos Estados Unidos, por exemplo, é comum que investidores conhecidos atraiam centenas de investidores individuais simplesmente por embarcarem em um projeto.
Além do equity crowdfunding, ainda existem três outras formas: donation, reward e debt. Os dois primeiros são mais comuns no financiamento de obras artísticas (filmes, shows e discos, por exemplo). No donation crowdfundind, não se espera nenhum retorno material, enquanto no reward, há a promessa de alguma recompensa, como uma cópia do filme ou ingressos para o show, por exemplo. Já no debt crowdfunding, que ainda é muito obscuro no Brasil, os investidores aplicam dinheiro para recebê-lo com juros no futuro.
Vimos neste post quais são as principais formas de financiamento para startups, que vão desde o dinheiro do próprio empreendedor até os poderosos fundos de private equity. É importante considerar cada uma das alternativas que foram apresentadas, entender em que fase está o seu negócio e qual destas modalidades é a mais adequada para a startup.

Você possui alguma experiência com estas modalidades de investimento? Gostaria de acrescentar mais alguma? Possui alguma dúvida? Deixe seu comentário!
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Foro Xcala 2015 - Participando do Ecossistema de Investimento Anjo e Empreendedorismo da América Latina


Investimento anjo é uma atividade que exige conhecimento de boas práticas e conexões. Visando aprofundar nosso relacionamento com a América Latina e Caribe e ampliar sua expertise sobre investimento anjo, a Anjos do Brasil participou do Foro Xcala 2015. O evento ocorreu no Uruguai nos dias 05 e 06 de maio, e teve a participação de Maria Rita Spina Bueno, diretora executiva da Anjos do Brasil e Mark Woodhead, líder do Núcleo RS e Rodrigo de Alvarenga, líder do Núcleo Curitiba.

Estiveram presentes empreendedores, gestores de redes, investidores e atores do sistema empreendedor de toda América Latina e Caribe. Foram realizadas sessões de trabalho e capacitação entre empreendedores, gestores de redes e investidores para facilitar as relações de networking, intercâmbio de boas práticas e lições aprendidas.

A importância das redes de investidores foi ressaltada no painel 'Modelos de redes de investimento na América Latina', no qual Maria Rita participou. Amparo de San José, líder da rede mais ativa da Espanha afirma "en una red es necesario coinvertir, las redes son muy recomendables para los inversores que empiezan”.

O Foro Xcala marca o início da participação da Anjos do Brasil no projeto Xcala, uma aliança entre o Instituto de Estudios Empresariales de Montevideo (IEEM) junto ao Fundo Multilateral de Investimentos (FOMIN) membro do Grupo BID. Conheça o projeto e aguarde as novidades!


Vamos terminar como no Foro, compartilhando as inspiradoras palavras de George M. Logothetis sobre liderança (realizada em outro evento). Para assisti-la, clique aqui (vídeo em inglês).

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quarta-feira, 13 de maio de 2015

Equipe Remota e Onda Local recebem aporte de investidores da rede Anjos do Brasil



Investidores da rede da Anjos do Brasil - organização sem fins lucrativos de fomento ao investimento anjo no país - realizaram o aporte em duas novas startups: Onda Local (http://ondalocal.com.br/) e Equipe Remota (http://equiperemota.keeple.com.br). Não foram divulgados os valores dos investimentos.

A Onda Local é uma startup especializada em estratégias de marketing online, visando melhorar a posição de uma empresa em buscadores da internet, como o Google, por exemplo. Além disso, desenvolve toda estratégia de presença online para o contratante através das redes sociais, classificados, entre outros. O investimento foi realizado por investidores do Núcleo DF e liderado pela Polaris Investimentos.

Já a Equipe Remota é voltada para empreendedores que possuem empregados trabalhando fora do local usual de trabalho, ou seja, remotamente. A plataforma permite que o empregador observe os passos de seus funcionários e melhore a comunicação com os mesmos, permitindo que o feedback seja mais preciso, apesar da distância. Este investimento foi efetuado em conjunto com a Triple Seven Acelerators, parceira da Anjos do Brasil.

Anteriormente a rede de investidores da Anjos do Brasil já tinha anunciado o aporte em outras quatro startups de áreas diversas: 33/34, Miartes, Profes e TraktoPRO.

A Anjos do Brasil (www.anjosdobrasil.net) realizou um levantamento sobre o mercado de investimento anjo no período 2013/2014. A pesquisa, apresentada por Cassio Spina, fundador da organização, mostrou que essa modalidade de aporte teve um aumento de 11% no período entre julho de 2013 e junho de 2014, totalizando R$ 688 milhões investidos, contra R$ 619 milhões do período 2012/2013. O número de investidores também aumentou, passando de 6.450 para 7.060.


Sobre a Anjos do Brasil
A Anjos do Brasil é uma organização sem fins lucrativos que busca fomentar a cultura do investimento anjo em todo o Brasil. Compartilhando experiência e conhecimentos com investidores e empreendedores, a organização cria uma rede de relacionamento com alto potencial de impacto em aporte financeiro e intelectual.

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quinta-feira, 23 de abril de 2015

Case Samba Tech: quando a parceria com o investidor-anjo vai além do Series B



Gustavo Caetano e Almir Gentil contam como funciona a parceria que dura mais de uma década


Segundo pesquisas realizadas pela Anjos do Brasil (www.anjosdobrasil.net), entre 2011 e 2014 o número de investidores-anjo aumentou 33%, saindo de 5300 para 7060, além do crescimento no valor investido de R$450 milhões para R$688 milhões. No entanto, bem antes disso, empresários já atuavam neste setor, como Almir Gentil, médico com expertise em negócios na área de saúde, que apostou na Samba Tech, de Gustavo Caetano, uma empresa que no futuro viria a se tornar referência em inovação em vídeos online, considerada, em 2014, uma das mais inovadoras, segundo a Fast Company. Por ser uma solução de alto potencial, Almir investiu não só capital, como sua experiência e negócios. A atitude de vanguarda de ambos mudou para sempre a cena de startups do país.

“Cases de sucesso como o de Gentil e Caetano auxiliam no processo de educação e evangelização dos investidores anjos. E nós, da Anjos do Brasil, acreditamos na importância do desenvolvimento do investimento anjo no Brasil e trabalhamos no fomento ao ecossistema para que mais investidores realizem investimento anjo, seja pela rede de investidores da Anjos do Brasil, ou independentemente, como foi o caso da SambaTech.”, pontua Cassio Spina, presidente da instituição.

Mesmo sendo um mercado incipiente na época, Almir identificou e apostou na capacidade de Gustavo em construir uma equipe consistente, que se envolve com os projetos e com a contínua preocupação com melhores resultados para a empresa, tudo isso, dentro de uma cultura que não teme o erro, que é descontraída e incentiva a liberdade de criação. “O bom desempenho de startups investidas nos últimos anos aqueceu a prática. O resultado se pode ver em nossa última pesquisa que aponta que ate 2016 os investidores anjo estão dispostos a investir individualmente até R$ 339 mil, ou seja, cerca de 174% a mais em relação a 2013-2014. Esse número demonstra um potencial de investimento em torno de R$ 2,9 bilhões”, afirma Spina.

Cuidados na hora do aporte - Além da confiança na capacidade de execução do empreendedor, a Anjos do Brasil recomenda que os investidores também utilizem  ferramentas que lhe permitam acompanhar o desenvolvimento da startup. No início da parceria com a Samba Tech, Caetano fez um plano de negócios, apresentou para Gentil e juntos estipularam um prazo para investimentos em seis meses.

O segundo passo foi o desenvolvimento de uma estratégia de retorno que possibilitasse a continuidade, sem novos investimentos. Para alcançar esse objetivo, Almir e Gustavo faziam reuniões e prestações de contas periódicas. Alcançada a meta e com o segundo aporte, o do FIR Capital, melhoraram o processo de gestão e governança. E hoje, amadureceram a estratégia, que está voltada para expansão, aquisição e incorporação de novos negócios, além da criação de novas empresas, como a SambaAds e futuramente a fusão ou aquisição por algum grupo maior.

“Transparência! Essa é a palavra que define a relação que todos os empresários devem ter com seus investidores, consumidores e parceiros. Somente assim o investidor se sentirá seguro e parte da empresa, o que fará com que ele também se empenhe por seu crescimento e, consequentemente, ganhe mais com isso”, destaca Caetano.

Bate-papo do Almir Gentil
O que leva um investidor-anjo a apostar em um negócio?
AG: Há quatro itens que levo em conta para decidir se o negócio vale a pena e outros três para o mercado. Sobre a empresa, o empreendedor deve ter em mente qual problema resolverá, o risco de um novo entrante com menor custo de produção, se sua solução é escalável e como irá monetizar. Para o setor de atuação é se tem um bom líder, time e produto, como também se há possibilidade de crescimento nesse mercado.
Depois da Samba Tech, você investiu em outras startups?
AG: Eu e e Gustavo investimos em um projeto muito bacana que não prosperou, talvez não tivemos paciência de insistir um pouco mais e a escalabilidade era um problema. Hoje estou envolvido em um projeto embrionário, em fase pré-operacional, e avaliando com outros dois investidores-anjos mais dois projetos.

Quais os cuidados que um investidor-anjo deve tomar antes de investir?
AG: Muita gente tem boas ideias, mas colocar na prática é diferente. É preciso poder de execução e para isso o empreendedor deve ter, como foco, o problema que seu negócio vai resolver. Já como investidor, deve-se questionar se existe um time para colocar o projeto no ar e se o líder conseguirá motivar as pessoas para que as coisas aconteçam. Se não, será apenas uma boa ideia que está na cabeça errada.


Quem são
Anjos do Brasil é uma organização sem fins lucrativos que busca fomentar a cultura do investimento anjo em todo o Brasil. Compartilhando experiência e conhecimentos com investidores e  empreendedores, a organização cria uma rede de relacionamento, com alto potencial de impacto em aporte financeiro e intelectual.

Almir Gentil é médico com expertise em marketing e negócios, fruto de seu trabalho como diretor de marketing da Unimed Brasil e Superintentente da Unimed Rio. Hoje é sócio da SambaTech, na qual ocupa o cargo de Diretor de Internacionalização. Além disso, foi também Vice-Presidente do IHCO (International Health Co-operative Organization) e tem no currículo um MBA em Administração na ESAG (SC).

Gustavo Caetano é presidente da Associação Brasileira de Startups que acumula em seu currículo o cargo de CEO do Samba Group, grupo de Internet B2B líder na América Latina, e as especializações em inovação no MIT (Massachusetts Institute of Technology) e Gerência de Produtos no Vale do Silício, referências mundiais em negócios de TI.


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Anjos do Brasil no Valor Econômico e Exame.com

Por Redação
Em nosso trabalho de fortalecimento do ecossistema via educação empreendedora, conversamos tanto com investidores quanto com startups. Por isso, destacamos nossa participação na mídia em duas matérias bem interessantes: ‘10 Hábitos que podem atrapalhar o sucesso de empreendedores’, com nossa diretora executiva Maria Rita Spina Bueno, para a Exame.com, e a ‘Pressa de Crescer’ com nosso presidente Cassio Spina, para o Valor Econômico.

Na entrevista para o Valor Econômico publicada na edição de março do caderno especial ‘Valor PME’ nossos estudos sobre mercado de investimento anjo dão um panorama do cenário brasileiro. E Cassio Spina explica a importância de validar o retorno do negócio:  "Em momentos de dificuldade financeira, as oportunidades de negócios aumentam, com mais necessidade de soluções criativas", conta Spina. Mas, para isso acontecer a regra é “ crescer rapidamente, sem exigir grandes quantidades de recursos humanos ou financeiros."  

Na matéria com especialistas em negócios para o portal da revista Exame, Maria Rita Spina Bueno compartilha sua vivência de mercado com dicas para que os jovens empreendedores e os de primeira viagem mantenham seus pés nos chão e consigam seguir focados em seus negócios. “Uma das coisas que interferem na produtividade é a centralização, o empreendedor não delegar funções e buscar estar presente em todos os momentos da empresa”, pontua a nossa diretora executiva que também alerta sobre o excesso de otimismo:  “O otimismo excessivo atrapalha no planejamento de tempo e energia necessários às atividades”, completa Maria Rita.

Para ler as matérias na íntegra acesse:

Para saber mais sobre nossas iniciativas de fomento à educação sobre empreendedorismo e investimento anjo acompanhe nossa agenda de eventos:

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sexta-feira, 10 de abril de 2015

Anjos do Brasil na Estrada, participação em Natal.



No dia 07 de abril, a Anjos do Brasil apoiou a primeira edição da Rodada de Negócios e Mentorias para Startups do RN realizada pelo Sebrae RN.

A proposta da rodada é fomentar negócios entre quem tem projetos inovadores e empresários já estabelecidos que desejam apostar em novas ideias. Ao todo, 18 empreendimentos digitais participaram do encontro, que proporcionou a potenciais empresários um contato direto com empresários e investidores com ampla experiência no mercado local.

A Anjos do Brasil tem parceria estratégica e relevante com o Sebrae, pois acredita que trabalhos como esse de capacitação tanto para empreendedores quanto para investidores contribui para o desenvolvimento do ecossistema empreendedor local e nacional. “Esse trabalho que o Sebrae dá às startups, por exemplo, é muito importante e não traz apenas retorno econômico para os investidores. Mais que isso, gera também um grande impacto positivo para a sociedade”, afirma Maria Rita Spina Bueno, diretora da Anjos do Brasil.
Além da rodada, as startups ainda serão acompanhadas, ao longo do ano, pelo Sebrae com capacitações e palestras. “Nossa proposta é estimular os potenciais empreendedores a permanecerem no mercado com segurança e conhecimento”, destacou o gestor do Projeto de Tecnologia da Informação e Comunicação (Protic) do Sebrae-RN, Carlos von Sohsten.
 A Anjos do Brasil também realizou um encontro com investidores anjo locais, liderados por Rogério Rondon, líder do Núcleo Anjos do Brasil RN, assistiram a apresentação de alguns pitchs de startups selecionadas, com potencial de realização de investimento anjo, e também trataram do processo de investimento.
Se você é investidor, e tem interesse em participar de nossa rede e de outros encontros como esse, cadastre-se aqui.
Se você é empreendedor e quer nos enviar seu projeto, clique aqui.
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quinta-feira, 9 de abril de 2015

Entenda as questões societárias entre fundadores e colaboradores


Dizem que o relacionamento entre sócio-fundadores e colaboradores pode ser mais complicado que um casamento. A convivência nem sempre é fácil. Os problemas surgem desde a escolha da pessoa certa, passa pela divisão de responsabilidades e lucros e chega ao momento de separação. Como lidar com isso tudo ? A seguir vamos analisar alguns pontos fundamentais para garantir o sucesso dessa parceria.
1. Como escolher a pessoa certa para ser um co-fundador de sua startup
A primeira coisa a fazer é definir “o que” e “quem” você precisa. Não adianta ter alguém ao seu lado que saiba fazer as mesmas coisas que você. É preciso que você e o seu sócio tenham objetivos comuns, mas habilidades complementares. Defina quais os seus pontos a desenvolver (as habilidades que te faltam, mas que são importantes para o negócio): na administração, na contabilidade, na parte tecnológica, no marketing? Busque por alguém que seja forte nessas áreas.
2. Onde encontrar esse sócio
O primeiro impulso é, geralmente, recorrer à sua rede pessoal. Mas será que fazer negócio com um amigo ou parente vai ser uma boa? O recomendável é que haja um nível de distanciamento, apesar de, mesmo com contratos, ser também considerada uma relação de confiança.
Ao contrário de uma empresa tradicional, startups passam por mudanças de forma muito rápida. Isso, por sua vez, gera um estresse elevado. Uma carga emocional ainda maior, como escolher familiares e amigos próximos para a empreitada, pode prejudicar a tomada de decisões. Escolha com cautela, pois o bom relacionamento é essencial. Existem várias redes sociais que fazem network entre profissionais de determinadas áreas. Faça seu cadastro e veja se encontra empreendedores com o perfil almejado, propósitos e valores semelhantes aos seus. Participe de eventos do setor (workshops, palestras, meetups) e, principalmente, peça indicações, avalie antigos colegas de trabalho. Onde você menos espera pode surgir um potencial sócio.
3. Estabeleça as regras desde o início
Direitos e deveres de cada parte devem ser estabelecidos logo no início da relação. Algumas cláusulas inseridas no contrato social podem ajudar a impor limites e direcionar as responsabilidades. O conceito de Vesting é um exemplo e significa conceder participação societária na startup após um determinado período de tempo, se respeitadas certas condições. Exemplo: as ações da empresa serão adquiridas no decorrer de 4 anos. Isso quer dizer que a totalidade das ações só será conquistada ao final desse período, desde que haja o cumprimento das obrigações. É comum também que se estabeleça 25% do acordado ao final dos primeiros 12 meses e 75% das ações parceladas mensalmente até completar o total do tempo previsto (que, geralmente, é destes 4 anos exemplificados).  
Outro conceito relevante para o estabelecimento de regras é o de Lock up, que impede a entrada de terceiros na empresa sem um acordo comum dos sócios, além do Non Compete, uma cláusula proibindo que o sócio ou funcionário se torne um concorrente da noite para o dia.
4. Definindo quotas de participação e salários
Todo risco deve ser compensado. O sócio que se dedica full time arrisca mais do que aquele que não abandonou o emprego. É justo que a discrepância seja equilibrada com um salário maior ou com maior participação nas quotas societárias.
Uma coisa é certa: se você almeja um salário próximo ao valor de mercado, vai ter que diminuir sua “fatia no bolo”. Para chegar a esses números (salários) ou porcentagem (participação), contudo, não existe uma fórmula exata. O cálculo é subjetivo e dependerá de fatores como o valor da empresa, o grau de comprometimento ou do tipo de sócio. Investidores-anjo, por exemplo, costumam esperar de 15% a 30% do investimento realizado no negócio. Colaboradores, por vezes, aceitam 10% quando não trabalham sobre a atividade fim da empresa. Tudo é uma questão de negociação: uma boa ideia x uma boa proposta, isto ajudará, inclusive, a atrair bons profissionais para compor o quadro de funcionários de sua startup engajados em vencer este desafio!

São vários os mecanismos para tornar esse relacionamento mais fácil. Não esqueça que o mais importante é a satisfação de todos os envolvidos!

E você, já utiliza destas questões societárias na relação com seus co-fundadores e colaboradores? Aproveite os comentários abaixo para esclarecer as suas dúvidas!

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