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segunda-feira, 22 de junho de 2015

Como Se Aproximar de Seus Heróis



Os heróis são aquelas pessoas que admiramos, respeitamos e até mesmo seguimos. Eles têm muito a nos ensinar e, por isso, é sempre bom tê-los por perto. Infelizmente, nem sempre isso é possível. Afinal, grandes ídolos comuns a muitos empreendedores estão distantes ou com agendas lotadas.
Eles podem ser empreendedores, investidores ou mesmo colegas de profissão. O que realmente o torna um de seus heróis é a capacidade de compartilhar experiências de aprendizado válidas e que agregam muito para você, seja em questões de negócios, inovação, posicionamento ou visão de mercado. Por isso, é sempre importante tentar aproximações relevantes para estreitar o relacionamento ou mesmo absorver tudo o que eles tem a ensinar. Para ajudá-lo nesta tarefa, selecionamos algumas dicas valiosas. Confira!
Acompanhe o conteúdo que eles produzem e interaja de forma sábia
É bastante comum a empreendedores e investidores de sucesso - os seus heróis - terem um canal de promoção de imagem atrelado ao conhecimento que possuem. São blogs, perfis e páginas em redes sociais. Para iniciar esta aproximação e ainda absorver tudo o que eles têm a ensinar, o primeiro passo é acompanhar estes canais. Assine o RSS Feed dos blogs, siga os perfis e curta as páginas nas redes sociais. Sempre que possível, interaja de forma inteligente, seja com perguntas relevantes – afinal, caso contrário suas chances de receber um retorno serão imediatamente descartadas - ou mesmo compartilhando o conteúdo por eles publicado. Seja engajado, mas com moderação para não causar uma reação avessa ao seu objetivo!
Frequente eventos relevantes onde eles estarão
Seminários, palestras, webinars, cursos, entrevistas... Não importa qual seja o evento. Se puder estar lá, vá! Pessoas influentes estão sempre entre os convidados das melhores ocasiões do mercado. Garanta sua presença, absorva todo o conhecimento que puder, aproveite para fortalecer o networking e, claro, interagir com o seu herói.
Para isso você pode realizar perguntas ao final das apresentações, cumprimentá-los após o evento e até mesmo trocar cartões de visita. Mas lembre-se: independentemente da forma de contato que você faça, seja relevante! O tempo desses profissionais é curto. Por isso, tenha sempre um elevator pitch sobre o que pretende abordar, mesmo que seja apenas um agradecimento pelo conhecimento compartilhado ou uma possibilidade de troca de ideias. Objetividade fará a diferença.
Tente se aproximar através de sua rede contatos
Quando se fala sobre a importância de construir uma rede de relacionamentos sólida (network), não é em vão. Pessoas podem levá-lo a outras pessoas altamente estratégicas para você ou para o seu negócio. Podem apresentar-lhe novos heróis, parceiros, mentores e investidores que tenham a ver com a sua necessidade. Neste contexto, se um de seus contatos possui um relacionamento com alguém de seu interesse, tente a ponte através delas. Para isso, vale frisar a necessidade da objetividade e de ter o seu elevator pitch “na manga”. Ninguém o apresentará sem um propósito realmente válido, assim como ninguém o atenderá sem que você exponha um objetivo claro. Esteja preparado!
Existem diversas formas de se aproximar de seus heróis. É preciso levar em consideração as possibilidades e optar pela mais apropriada para conquistar o seu objetivo!
E você, conhece alguma outra técnica para aproximar desses heróis? Complemente nossa lista através dos comentários abaixo!

Quer saber mais como conseguir investimento? Aprenda mais com os livros "Investidor Anjo - Como Conseguir Investimento para seu Negócio" e "Dicas e Segredos para Empreeendedores"

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quarta-feira, 17 de junho de 2015

Dicas sobre Investimento Anjo de Paulo Andrez - Presidente Emérito da EBAN



Aprender é um processo contínuo, fator importante e que contribui para alcançarmos sucesso naquilo que realizamos. Como investidor anjo isso não é diferente. O investimento anjo no Brasil ainda é uma modalidade recente, e aprender com cases de investidores com muita experiência pode contribuir para descobrir novas formas de atuação, quais são as melhores práticas e possíveis erros a serem evitados.

Pensando nisso, compartilhamos o trecho (em tradução nossa) de uma entrevista dada por Paulo Andrez, investidor anjo em mais de 12 empresas, que, em 2012, recebeu o prêmio de "Melhor Investimento Anjo Europeu". Andrez é presidente Emérito da EBAN (European Trade Association for Business Angels, Seed Funds, and other Early Stage Market Players), além de atuar em diversas outras entidades relacionadas à investimento anjo na Europa.

O que o levou a se tornar um investidor anjo?
Como sempre trabalhei em empresas que criei ou co-fundei, eu era frequentemente procurado por diversos empreendedores em busca de conselhos. Em alguns casos, gostava dos empreendedores e dos projetos, mas não conseguia investir já que estava dedicado às minhas próprias empresas. Em 2006, eu finalmente estava disponível para me tornar um investidor anjo e começar a procurar por deals e fazer investimentos.

Qual foi a sua saída de maior êxito?
Foi a Novabase, uma vez que nós investidores conseguimos fazer o IPO na bolsa de valores Euronext, com uma capitalização de mercado que superou de longe a meta de 100 milhões de euros.

Na sua opinião, quantas empresas um investidor anjo pode ter em seu portfólio para ser capaz de administrá-las com sucesso?
Para cada investidor anjo que você fizer essa pergunta, receberá respostas diferentes. Isto depende de quão profundamente envolvido com suas empresas do portfólio o investidor anjo quer estar, se o investidor quer fazer co-investimentos com outro investidores ou não, como é o deal flow dele...

É claro que se alguém está começando a investir em startups, eu recomendaria fortemente a fazer os primeiros investimentos em syndication com investidores anjo mais experientes. Redes de investidores anjos como a EstBan (Rede de investidores anjo da Estônia) tem papel fundamental em apoiar estes novos anjos a entrarem no mercado.

Apesar do fato de eu acreditar nos benefícios da diversificação, eu também não acredito em diversificação maciça. Eu tendo a investir uma quantia maior em menos companhias, que investir menos em mais companhias. A razão é que meu dia tem somente 24 horas, e eu preciso dormir e estar com minha família por algumas dessas horas. E para o investimento anjo ser divertido, você tem que estar envolvido com as start-ups.

Caso eu invista em 60 empresas, 50 000 euros em cada, isso poderia significar que eu dificilmente dedicaria 45 minutos por semana em cada uma dessas empresas. Então prefiro investir em 6 empresas, 500 000 euros em cada. Também faço alguns (mais passivos) investimentos em syndication com outros anjos, mas com uma proporção menor de investimento alocado.

Você pode dar um exemplo da estratégia de menos investimentos porém mais significantes?
Em 2009 eu investi em uma start-up chamada United Resin (uma empresa inovadora de resina), 500 000 euros em equity e um pouco mais em loan, junto com dois grandes empreendedores e um outro investidor anjo. Essa empresa construiu sua premissa em 2010. Em 2011, o primeiro ano de produção total, suas vendas alcançaram 25 milhões de euros. Eu dediquei muito tempo ajudando os empreendedores nestes 3 anos. Se eu tivesse mais outros 20 ou 30 investimentos, provavelmente não teria sido capaz de dedicar tanto tempo neste investimento, e provavelmente não teria tido tanto sucesso com essa empresa. Entretanto, alguns anjos parecem ter êxito investindo em 30 ou 40 empresas. Não há apenas uma estratégia correta.



Paulo Andrez fará uma palestra no Congresso de Investimento Anjo da Anjos do Brasil dia 24 de junho de 2015. Para se inscrever clique aqui.

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segunda-feira, 15 de junho de 2015

Relatos da Missão de Israel



Aprender e criar conexões com os ecossistemas mais dinâmicos e inovadores do mundo é um dos pontos relevantes para o fomento ao investimento em capital empreendedor no Brasil. Neste sentido, a Anjos do Brasil, em conjunto com a Abvcap,  ApexBrasil e Missão Econômica do Consulado de Israel em São Paulo estiveram em uma Missão de cinco dias em Israel, o segundo ecossistema mais inovador do mundo.
Saiba um pouco do que vimos por lá!
 Com o intuito de proporcionar um panorama geral sobre Israel e seu governo, as atividades da Missão em Israel tiveram início com uma visita ao Centro de Promoção de Investimento, no Ministério de Economia, onde nos foi apresentado seu programa de promoção de investimento externo diretamente para Israel e que trabalha para fomentar o aumento do aporte de capital entre as indústrias de Israel.
Outra visão de como o governo israelense atua e oferece suporte ao ecossistema foi apresentada na visita ao Office of the Chief Scientist – braço do governo israelense encarregado do desenvolvimento de P&D das indústrias, que tem como missão apoiar o avanço do conhecimento de ciência e tecnologia para indústrias visando incentivar inovação e empreendedorismo enquanto estimula crescimento econômico.
Para conhecer um pouco mais sobre que tipos de produtos estão sendo desenvolvidos no país, o grupo fez visitas a algumas startups, entre elas a: Intelligym, startup que desenvolve softwares para ferramentas de treinamento, com enfoque na melhoria da performance de trainees em tarefas específicas e a Mobileye, uma empresa de tecnologia de prevenção de colisões que é capaz de 'interpretar' a cena em tempo real e fornecer aos motoristas uma avaliação imediata com base na sua análise.
A missão também teve encontro com personalidades muito relevantes do ecossistema israelense, como o encontro com o Sr. Yossi Vardi, empreendedor e investidor, que é considerado uma lenda no ecossistema israelense, por ter sido um dos primeiros empreendedores high-tech do país.  Em seu 40 anos de atuação,  fundou e ajudou a construir mais de 86 empresas high-tech em diversos setores.
Outra personalidade que se encontrou com a Missão foi o jornalista e escritor Saul Singer, coautor do livro ‘Nação Empreendedora – O Milagre Econômico de Israel e o que ele nos ensina’, best-seller que investiga o progresso da inovação no país.
Entre os fundos de investimento e venture capital, tiveram destaque as apresentações na Pitango, Sequoia Capital Israel , Jerusalem Venture Partners, Rio Bravo TLV Ventures e Cannan Partners Israel,  que trouxeram conteúdo muito interessante para os participantes, com o compartilhamento de novas informações, experiências e insights sobre o ecossistema israelense, e a  visão de futuro do mesmo.
Os participantes também tiveram a oportunidade de ouvir outros investidores-anjos israelenses com muita experiência no Painel com Anjos na SOSA (South of Salame), uma comunidade formada por líderes de todas as esferas do ecossistema empreendedor, que acredita no fortalecimento da inovação por meio de frequentes interações pessoais. Instalados em quatro andares de um edifício vintage no sul de Tel Aviv, oferece aos membros um espaço exclusivo criado especificamente para promover a interação, criatividade e colaboração, constituindo um vibrante ambiente para reuniões, trabalho e socialização.

Acompanhe nossa série de artigos sobre Israel e se prepare para ir conosco no próximo ano!

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terça-feira, 9 de junho de 2015

ABRAII e Anjos do Brasil firmam parceria para alavancar investimentos em Startups




A Associação Brasileira de Empresas Aceleradoras de Inovação e Investimentos (ABRAII) e a Anjos do Brasil acabam de firmar um convênio para alavancar os investimentos em fase inicial de startups brasileiras por meio da aproximação entre as aceleradoras e os investidores-anjo. A parceria promete encurtar o distância que ainda existe entre essas duas pontas tão fundamentais para o desenvolvimento sustentável do segmento de Empreendedorismo.

"A Anjos do Brasil vem fazendo um trabalho muito consistente na formação e aproximação de investidores-anjo em todo o Brasil. As aceleradoras são grande fonte de oportunidades de investimento. Acreditamos muito na parceria entre esses dois importantes atores do mercado”, ressalta Pedro Waengertner, presidente da ABRAII.

A união entre as entidades ocorrerá a partir do compartilhamento de informações entre as duas esferas e da realização de eventos em conjunto, tendo em vista o alcance de resultados eficientes. Vale lembrar que, em pesquisa liderada pela Anjos do Brasil no início do ano, entre 2011 e 2014 houve um crescimento de 33% de investidores em fase inicial de startups, a partir de valores de investimento igualmente significativos, que saltaram de R$ 450 milhões para R$ 688 milhões. 

“Acreditamos que a constituição da ABRAII é um momento importante no fortalecimento de nosso ecossistema e a essa nossa parceria trará muitos resultados positivos”, finaliza a diretora-executiva da Anjos do Brasil, Maria Rita Spina Bueno.

Sobre a ABRAII 
A ABRAII – Associação Brasileira de Empresas Aceleradoras de Inovação e Investimentos - é uma entidade formada pelas melhores aceleradoras do país. Seus objetivos são articular junto a órgãos públicos e demais associações o desenvolvimento de ações conjuntas a favor do ecossistema empreendedor brasileiro; coordenar ações para captação de recursos para as startups; fornecer um crivo de qualidade às aceleradoras brasileiras; impulsionar a inovação de base tecnológica no Brasil e impulsionar o investimento em modelos de negócios inovadores. 

Sobre a Anjos do Brasil
A Anjos do Brasil é uma organização sem fins lucrativos que busca fomentar a cultura do investimento anjo em todo o Brasil. Compartilhando experiência e conhecimentos com investidores e empreendedores, a organização cria uma rede de relacionamento com alto potencial de impacto em aporte financeiro e intelectual.

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terça-feira, 2 de junho de 2015

Apresentação de Pitch na visão do Empreendedor



Por Gustavo Gracitelli

Na terça-feira, dia 12 de maio, nós do bynd tivemos o prazer de fazer um pitch para um grupo de investidores que fazem parte da Anjos do Brasil!

Para quem não conhece, o bynd é uma solução B2B de caronas corporativas (web e mobile) que transforma o tempo perdido no trânsito em uma experiência positiva. Conectamos pessoas, potencializamos relações de networking, proporcionamos uma nova opção de mobilidade urbana para os colaboradores e promovemos impacto socioambiental positivo.

O evento realizado em São Paulo  tinha aproximadamente 20 investidores! Foram escolhidas 3 startups para se apresentarem aos investidores e cada uma teve 10 minutos de apresentação e 5 minutos abertos para perguntas.

Para nós, a experiência foi bastante interessante, visto que foi o nosso primeiro contato público com investidores. Já havíamos conversado com alguns pessoalmente e de maneira individual, mas esse evento foi uma oportunidade para nos dirigirmos, de uma maneira estruturada, a um maior número de pessoas. O que, de fato, nos exigiu bastante preparação! Já estamos acostumados com apresentações de vendas e relacionamento para clientes, parceiros ou entusiastas do assunto; entretanto, uma apresentação para investidores exige uma preparação diferente, já que a linguagem e o foco são bastante diferentes.

Os investidores, ao nosso ver, estão preocupados em entender três pontos principais:
  1. Se o time tem capacidades complementares e forte capacidade de execução;
  2. Se existe uma conexão clara e que faça sentido entre problema, solução, mercado e modelo de negócios e;
  3. Quais são os diferenciais tecnológicos e barreiras à entrada.

Nós preparamos o nosso pitch pensando nisso e o nosso principal objetivo, além de cobrir esses pontos citados, era estabelecer um canal de comunicação e iniciar um relacionamento com alguns dos investidores!

Além disso, nos preparamos muito para as perguntas, pensando em possíveis buracos que podíamos ter deixado na apresentação e vestindo os sapatos dos investidores para conseguirmos fazer um exercício de imaginar o que seria perguntado!

No final, ficamos bastante satisfeitos com o resultado do evento! Sentimos interesse dos investidores em conversarem mais conosco e tivemos feedbacks positivos de apresentação e da nossa startup!

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quinta-feira, 28 de maio de 2015

Anjos do Brasil e Anprotec assinam acordo de cooperação


Anjos do Brasil e Anprotec assinam acordo de cooperação

As entidades unirão esforços para promover capacitações sobre investimento anjo e projetos de atração de investidores para empreendimentos de parques e incubadoras.

A Anprotec e a Anjos do Brasil assinaram neste mês um acordo de cooperação com o objetivo de promover ações de fomento e capitalização de novas empresas, além do intuito de aproximá-las de fundos de capital semente. Para isso, as entidades realizarão capacitações sobre investimento anjo para empreendedores e trabalharão na aproximação entre investidores e empreendimentos inovadores vinculados a parques tecnológicos e incubadoras.

Segundo o presidente da Anjos do Brasil, Cassio Spina, esse acordo concilia dois pontos essenciais à inovação. "A parceria entre a  Anjos do Brasil e a Anprotec une dois elos fundamentais para o desenvolvimento da inovação no Brasil: os parques tecnológicos e incubadoras de empresas, onde essa inovação é gerada, ao capital empreendedor que as leva para o mercado”, explicou.

Para a presidente da Anprotec, Francilene Procópio Garcia, o acesso ao capital semente é ainda um desafio do movimento de empreendedorismo inovador no Brasil. “Com essa parceria, vamos unir esforços para estreitar as relações e aproximar investidores dos negócios inovadores que são apoiados por parques tecnológicos e incubadoras de todo o país”, afirmou Francilene.

As duas entidades ainda definirão a operacionalização dos projetos que serão desenvolvidos em parceria e também o cronograma dessas ações, que envolvem capacitações sobre investimento anjo para empreendedores, aumento do investimento em empreendimentos inovadores e aproximação de investidores a projetos desenvolvidos em parques e incubadoras.

Sobre a Anprotec
Criada em 1987, a Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) reúne cerca de 300 associados, entre incubadoras de empresas, parques tecnológicos, instituições de ensino e pesquisa, órgãos públicos e outras entidades ligadas ao empreendedorismo e à inovação. Líder do movimento no Brasil, a Associação atua por meio da promoção de atividades de capacitação, articulação de políticas públicas, geração e disseminação de conhecimentos. Atualmente, o Brasil conta com 400 incubadoras de empresas e cerca de 90 iniciativas de parques tecnológicos. Saiba mais em www.anprotec.org.br

Sobre a Anjos do Brasil

 A Anjos do Brasil é uma organização sem fins lucrativos que busca fomentar a cultura do investimento anjo em todo o Brasil. Compartilhando experiência e conhecimentos com investidores e empreendedores, a organização cria uma rede de relacionamento com alto potencial de impacto em aporte financeiro e intelectual.

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quinta-feira, 21 de maio de 2015

Tudo o que você precisa saber sobre fontes de financiamento



Financiamento é um dos pontos  importantes na vida do empreendedor. A capacidade de conseguir captar dinheiro é o que pode separar o que é apenas uma boa ideia de um negócio de sucesso. Também é o que permite que uma startup se torne uma grande companhia que desperte interesse de outras empresas ou, até mesmo, tenha a possibilidade de abrir seu capital. Confira no post a seguir quais são as principais formas de financiamento para as startups.
Dinheiro próprio
Esta é a primeira e mais comum forma de financiamento, quando o empreendedor aplica um capital próprio na startup. Investir grandes quantias desta forma é uma realidade distante para a maioria dos empreendedores, mas pode ser o ideal quando há dificuldade em vender a ideia para os investidores na fase nascente. Neste caso, é interessante dar uma forma maior ao projeto, inclusive buscando alguma consultoria externa, e o dinheiro do próprio empreendedor pode ser importante neste momento.
Dinheiro de conhecidos
Buscar investimentos de conhecidos é um certo tabu, mas não pode ser descartado como fonte de financiamento. É controverso buscar dinheiro de pessoas próximas porque, muitas vezes, quem está disposto a investir não tem o perfil do seu negócio. Este problema é especialmente crítico quando envolve familiares ou amigos muito próximos, quando as discussões sobre os rumos da empresa podem se misturar às pessoais.
De qualquer maneira, é uma alternativa de financiamento, que pode ser fundamental principalmente antes das primeiras rodadas de investimento, quando ainda está se dando forma à startup, validando a ideia, o mercado e o empreendedor não possui dinheiro próprio para aplicar.
Financiamentos bancários
A forma de financiamento mais comum vem dos empréstimos a juros das instituições bancárias. O empreendedor terá que recorrer a esta modalidade inevitavelmente em alguma fase do desenvolvimento de sua startup. O problema é a dificuldade de se conseguir um empréstimo com juros pequenos quando ainda se está na fase inicial do projeto e não é possível apresentar um histórico ou liquidez ao banco.
Neste caso, a alternativa é buscar agências ou bancos de fomento, como o BNDES e a Finep. Estas instituições oferecem empréstimos a partir de editais, muitas vezes para empresas ainda em estágio nascente. Os juros são baixos ou, no caso da Finep, existem até modalidades de juro zero. A Finep, assim como outras agências de fomento, ainda oferecem editais para financiamento a fundo perdido, desde que sejam cumpridas as exigências..
Capital de risco
O capital de risco, também chamado de venture capital e capital empreendedor, é uma das principais opções para empresas que operam num cenário de muito risco e pouca liquidez, e que têm, geralmente, dificuldades de conseguir financiamento por bancos. O investimento nelas é baseado na sua inovação e no potencial de crescer no curto ou médio prazo e consiste na aplicação de recursos em troca de uma participação acionária. Por esse motivo, ele é classificado como Investimento em Participação.
O capital de risco é dividido em quatro fases, tomando como base o estágio em que acontece o investimento. O angel money tem como origem o chamado investidor-anjo. Ele busca startups na sua fase inicial de desenvolvimento, muitas vezes quando ainda estão no campo das ideias. Sua aplicação financeira, normalmente, é relativamente pequena (entre R$ 50 mil e R$ 500 mil), mas não se limita isso. Muitas vezes o investidor-anjo também investe sua expertise no negócio. Também é muito comum que, após alcançar uma fase mais avançada de desenvolvimento, o investidor-anjo venda a sua participação para fundos ou investidores maiores.
Numa fase um pouco mais avançada da startup - quando já existe uma definição da empresa, do seu produto e até mesmo de clientes - entra o seed capital. Apesar de já estarem um pouco mais consolidadas, as empresas que buscam este tipo de investimento ainda estão numa fase nascente, de muita incerteza, e necessitam de recursos para se estabelecerem no mercado. O investimento médio na fase de seed capital fica entre R$ 500 mil e R$ 2 milhões. Este tipo de capital (juntamente ao angel money) é o que empreendedores que estão iniciando suas startups devem buscar.
A etapa seguinte costuma ser chamada de venture capital (VC), apesar deste termo também ser usado para descrever todo tipo de capital de risco. Nesta etapa, as empresas já estão bem mais consolidadas e, provavelmente, já até apresentam um bom faturamento. A ideia é prepará-la para uma grande venda, fusão ou abertura de capital e o investimento fica entre R$ 2 milhões e R$ 10 milhões.
Por fim aparecem os fundos de private equity. Aqui, o investimento aparece normalmente na fase imediatamente anterior a uma grande venda (ou fusão) ou pouco antes da abertura de capital (IPO). Os fundos buscam empresas que já faturam dezenas ou até centenas de milhões anuais, por isso os valores são bem superiores a R$ 10 milhões. O objetivo mais comum destes fundos é preparar o negócio para o IPO e vender suas ações neste momento.
O “financiamento das massas”
Uma modalidade de financiamento para startups que ganha bastante força nos últimos anos é o crowdfunding. Ele é normalmente usado na fase nascente da empresa, quando ela ainda está no campo das ideias, o que, neste sentido, guarda algumas semelhanças com o angel money. O conceito é bastante simples: ao invés de buscar um fundo de investimentos para o aporte inicial de recursos, o empreendedor os receberá de um conjunto de investidores que podem aplicar a partir de R$ 100 em alguns casos.
O empreendedor se cadastra no site de equity crowdfunding, posta sua ideia e apresenta um projeto explicando como será o negócio, para que o dinheiro será necessário e quanto precisa para fazer a ideia decolar. É importante buscar um serviço de qualidade, porque nesta fase muitas vezes é necessário aconselhamento sobre a definição do valor a ser captado e do volume de participação que será vendida aos sócios.
Em seguida, os investidores, que estão em busca de boas ideias no site de equity crowdfunding, fazem a aplicação de dinheiro. Caso a empresa prospere, eles poderão ser remunerados por dividendos, quando o capital for aberto ou se houver a compra por parte de outra empresa.
Para obter sucesso nesta modalidade de financiamento é interessante que a empresa busque um lead investor.  É a figura de um investidor, disposto a correr os riscos de levar recursos para um empresa nascente, que também atrairá outros investidores dispostos a aplicar dinheiro numa ideia. Nos Estados Unidos, por exemplo, é comum que investidores conhecidos atraiam centenas de investidores individuais simplesmente por embarcarem em um projeto.
Além do equity crowdfunding, ainda existem três outras formas: donation, reward e debt. Os dois primeiros são mais comuns no financiamento de obras artísticas (filmes, shows e discos, por exemplo). No donation crowdfundind, não se espera nenhum retorno material, enquanto no reward, há a promessa de alguma recompensa, como uma cópia do filme ou ingressos para o show, por exemplo. Já no debt crowdfunding, que ainda é muito obscuro no Brasil, os investidores aplicam dinheiro para recebê-lo com juros no futuro.
Vimos neste post quais são as principais formas de financiamento para startups, que vão desde o dinheiro do próprio empreendedor até os poderosos fundos de private equity. É importante considerar cada uma das alternativas que foram apresentadas, entender em que fase está o seu negócio e qual destas modalidades é a mais adequada para a startup.

Você possui alguma experiência com estas modalidades de investimento? Gostaria de acrescentar mais alguma? Possui alguma dúvida? Deixe seu comentário!
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