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terça-feira, 24 de maio de 2011

Falhar não é só bom mas como necessário para o sucesso

Um dos grandes desafios culturais que temos é que apesar da famosa frase "errar é humano", a falha é vista como um insucesso e não só pelos outros: para o empreendedor por sua natureza normalmente perfeccionista, não aceita o seu próprio fracasso, sendo muito crítico consigo mesmo o que pode ser ruim se isto levá-lo a desistir de tentar novamente. Precisamos disseminar a cultura para que o insucesso seja visto por todos tanto como uma oportunidade de aprendizado, quanto de desafio para continuar nas suas tentativas, pois como dizem os psico-terapeutas, os momentos de depressão são necessários para que juntemos nossas forças não só superá-los mas para atingir novas conquistas.

Um grande exemplo disto é ilustrado no discurso abaixo* de uma turma de graduação da universidade de Harvard, J.K.Rowling, a autora dos livros da famosa série Harry Potter, descreve como ao terminar a faculdade tudo deu errado para ela e que só pelo fracasso inicial que teve, tomou a decisão de seguir a sua verdadeira vocação: escrever (e todos sabemos o seu resultado ;-).

O outro lado desta moeda é que o sucesso logo de cara pode levar futuramente a um retumbante fracasso, pois pode levar a crer que se tenha "mãos de ouro" ou descoberto a "fórmula mágica" do sucesso. Como sugestão sobre um ótimo exemplo disto, leiam o livro "Iludido pelo Acaso" de Nassim Taleb, aonde ele, um operador de Wall Street, descreve como vários de seus colegas que acertaram de inicio, da mesma forma como ficaram milionários do dia para a noite, não só perderam tudo como ficaram devedores mais rapidamente ainda, por acharem que tinham descoberto o "segredo do mercado".

Assim, erre bastante, pois suas chances de um sucesso permanente serão bem maiores!

*P.S.: Agradeço ao amigo Pedro Carvalho do iG Economia pela dica deste excelente vídeo quando comentei que falhar é necessário.


J.K. Rowling Speaks at Harvard Commencement from Harvard Magazine.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Empreendedores x Investidores: que lado da mesa cada um deve ficar?

Na palestra que dei recentemente na FIESP a convite do CJE (Comitê de Jovens Empreendedores) uma entre as várias boas perguntas que recebi é sobre a relação entre empreendedores e investidores. O querelante me questionou como chegar a um acordo sobre valuation (i.e. valor do negócio) uma vez que "o empreendedor busca dar o mais próximo de 0% do negócio enquanto que o investidor quer chegar aos 100%"!
Gostei particularmente desta pergunta pois foi uma oportunidade de apresentar minha visão sobre como deve ser o relacionamento entre empreendedores e investidores, em especial no inicio do seu relacionamento. A analogia que faço é que se uma sociedade é como um casamento, as conversas preliminares são como o namoro e para dar certo nenhum dos namorados pode começar um relacionamento tentando obter vantagens em cima do outro. Assim entendo que numa negociação entre futuros sócios (pois é o que ambos vão se tornar), deve-se buscar os pontos em comum e estabelecer um relação de troca entre as partes, da mesma forma como no inicio de um namoro.
O que recomendo é que em vez de cada um se sentar em lados opostos da mesa, ambos devem sentar do mesmo lado e buscar se colocar na posição do outro de forma que consiga fazer uma oferta que seja interessante para sua contra-parte, caso contrário, não só a negociação estará fadada ao fracasso, como mesmo se por necessidade de alguma das partes (mais pelo lado do empreendedor), aceitar uma condição que seja desmotivante, certamente no futuro irá comprometer os resultados do negócio, o que será prejudicial para ambos.
Infelizmente em muitas negociações em que tive participação, isto não ocorreu; pelo menos uma das partes assume o papel de "negociador", seja tentando obter o máximo que puder para si ou o mais comum: achando que sua contra-parte, por mais boa vontade que demonstre, está tentando obter alguma "vantagem". Sempre lamento muito quando isto ocorre, pois é sinal que já não se estabeleceu um dos pré-requisitos fundamentais para uma sociedade de sucesso: a relação de confiança. Assim sempre recomendo que cada parte exponha claramente suas expectativas com relação a outra e do negócio que vão empreender juntos e, em se estabelecendo confiança mútua, se ainda assim houver alguma divergência, como por exemplo na perspectiva de resultados futuros, podem ser estabelecidos mecanismos de compensação futuros. Isto é, se o resultado futuro atingir o previsto por uma das partes, a sua proposta de participação é a que prevalecerá.
Também é importante observar que apesar da analogia de uma sociedade ser como um casamento, ambos tem diferenças significativas (além das obvias, como a que ninguém vai dormir no mesmo quarto ;-) e entre elas está sobre a duração da relação. Enquanto que num casamento as partes estabelecem um compromisso (teoricamente) por toda vida, numa sociedade, em especial na de investidores e empreendedores, este casamento tem a perspectiva de terminar em algum momento, mais especificamente, quando surgir oportunidade de o investidor poder ter o retorno de seu investimento ou caso o negócio não seja bem sucedido. Assim, é fundamental já se estabelecer de antemão as condições para dissolução desta sociedade, em especial no segundo caso, pois normalmente são nos momentos de stress, em que pequenas divergências podem se tornar grandes conflitos, que irão consumir muita energia desnecessariamente.

sábado, 2 de abril de 2011

Por que receber um não pode muitas vezes ser melhor que receber um sim

Em qualquer coisa que você faça na vida, receber um não sempre será inicialmente frustante e desmotivador. Ninguém gosta de receber um não e isto é desde os primórdios de nossa infância (quem tem filhos sabe muito bem disto ;-), mas todo mundo sabe que faz parte do processo de educação e isto não acaba quando você "vira adulto"; muito pelo contrário, continuará a receber nãos por toda a vida e isto é muito bom pois é a melhor forma de continuar a crescer (não fisicamente, graças a Deus ;-)))

Agora que já fiz a introdução "teórica" (e acho que todo mundo já está mais aberto a receber nãos ;-), vamos voltar ao inicio: receber nãos é frustante e desmotivador de ínicio e deve ser apenas de inicio, não deixando que tome conta, virando apenas raiva ou depressão. A solução é aprender com esta resposta negativa e nas relações entre investidores e empreendedores posso afirmar que é fundamental para ambos.

Para um empreendedor receber um não de um investidor não significa que seu negócio seja ruim; significa simplesmente que o investidor entendeu que para ele não atendeu as suas expectativas, pois ele pode estar procurando um negócio diferente para investir ou sinta que não poderá contribuir ou que ele não tenha entendido o negócio, enfim pode ser por inúmeras razões diferentes e aí começa o primeiro desafio para que este não se torne algo bom em vez de ruim. Se o empreendedor souber os motivos poderá aprender e agir dependendo dos mesmos. Mas dependendo da razão do não, pode ser difícil para o investidor ser totalmente transparente e aí o papel do empreendedor também é fundamental, demonstrando que esta aberto para receber críticas construtivas.

Enfim é um trabalho a quatro mãos: os investidores-anjo, na sua missão de apoiar novos empreendedores, devem, ao dizer não, esclarecer o porque e os empreendedores devem demonstrar que estão abertos a receber críticas construtivas. Na prática estar aberto a receber é não simplesmente querer contra-argumentar ou tentar justificar, mas sim ouvir, ouvir e ouvir, perguntar mais, mais e mais, até ter total certeza de que entendeu completamente a visão do investidor, nem que seja que o investidor esteja enganado (e isto já foi um importante aprendizado: este não era o investidor certo para seu negócio!)

E não pensem que isto vale apenas no sentido investidor-empreendedor; o inverso é plenamente verdadeiro, pois empreendedores também dão não para investidor (mesmo sendo menos frequente, só como exemplo recentemente um empreendedor deu nãos para 4 propostas de investimento; não posso revelar quem é o mesmo por motivo de confidencialidade mas entendo perfeitamente por que dos nãos e para mim foi um ótimo aprendizado ;-).

Quem quiser ver uma experiência positiva de um não, veja o post deste empreendedor que foi recusado por uma incubadora: http://geoffclapp.blogspot.com/2011/03/startup-lessons-learned-mistakes-in.html

Se concordar ou discordar disto, deixe um comentário relatando sua experiência com nãos.

P.S.: E obviamente não espero que recebamos só nãos, um sim só já é o suficiente ;-)

quarta-feira, 30 de março de 2011

Teste sua idéia antes de sair gastando dinheiro

A apresentação abaixo vai de encontro a minha experiência que é mais importante ter um produto validado junto aos clientes potenciais do que um excelente plano sem qualquer experiência prática, assim, foque em criar pelo menos um prova de conceito de sua idéia e não se acanhe em mostrar a mesma para alguns prospects. Basta falar que se trata de um pré-protótipo (assim, não tem risco de "queimar" seu produto) e que gostaria das impressões deles (quase todo mundo gosta de ser "consultado"), em especial o que faria para que eles comprassem seu produto quando estiver pronto e lembre-se, mais importante que as respostas objetivas que dêem para você, é sua a percepção de quanto efetivamente seu produto atende a uma necessidade daquele cliente potencial.

segunda-feira, 21 de março de 2011

Dicas para Investidores-Anjo (e empreendedores) "to-be"

Achei a áudio-apresentação abaixo excelente, indo de encontro a visão que tenho sobre investimento-anjo e batendo muito com as experiências que já tive. Vale tanto para quem deseja se tornar um investidor-anjo ou já deu os primeiros passos, quanto para empreendedores conhecerem quais são as "melhores-praticas" de investidores-anjo experientes e o que eles esperam. Ligue seus alto-falantes e aproveite...

How to be an angel investor

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sexta-feira, 11 de março de 2011

Como os Anjos podem (e devem) contribuir para as rodadas seguintes de captação

Um papel pouco comentado sobre como os Anjos podem ajudar os empreendedores são nas rodadas seguintes de captação de recursos. Como toda "indústria", o ecossistema de investimentos possui sua linguagem, procedimentos e padrões próprios, muitas vezes exigindo do empreendedor uma dedicação de foge do seu principal foco: o de tocar o seu negócio. Enquanto que os Anjos são, podem e devem ser muito mais flexíveis com os empreendedores na sua primeira captação, nas subsequentes em negociações com profissionais da área já não há mais tanto espaço para serem cometidos erros, assim, o Anjo, dentro do conceito de ser o sócio "fora da caixa" ou no original, "out-of-the-box", é quem pode apoiar na preparação, apresentação e negociação nas rodadas subsequentes.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Bem Vindo

Bem Vindo ao Blog dos Anjos do Brasil.

O objetivo deste blog é compartilhar notícias, experiências e conhecimento sobre investidores-anjo para empreendedores.

Se você é um empreendedor, sinta-se a vontade para deixar suas dúvidas e perguntas que serão respondidas com prazer. Se você é um investidor-anjo e desejar contribuir e/ou participar de investimentos-anjo, envie seus dados de contato para mim.

Conte conosco.

Cassio Spina